Embrapa e Universidade de Wageningen mostram seu portfólio em encontro inédito

Pastagens e forragens, manejo de sistema de produção e qualidade de produtos e genômica e genética animal foram os temas discutidos neste primeiro encontro

Dalízia Aguiar
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Os primeiros desenhos do acordo de cooperação entre a Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Universidade de Wageningen da Holanda (UW/ASG) foram traçados hoje (10) na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS) por, aproximadamente, 50 especialistas. Cientistas da Embrapa e da área de Ciência Animal da UW conheceram os trabalhos das duas instituições neste segmento e tais informações balizarão a elaboração do acordo entre as organizações. Pastagens e forragens, manejo de sistema de produção e qualidade de produtos e genômica e genética animal foram os temas discutidos neste primeiro encontro entre significativos grupos científicos das empresas.

A Embrapa, representada pelo diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento Kepler Euclides Filho, apresentou seu portfólio, no qual estão estudos em forragicultura com integração de sistemas em pastagem-lavoura-silvicultura, criação e gestão, renovação de pasto, suplementação animal, biocombustível e fertilização biológica. Em sistemas de produção e qualidade, a estatal brasileira possui recomendações para suplementação mineral e em pastejo, confinamento, avaliação de subprodutos, dentre outras. Já em genética animal, há trabalhos com avaliação de raças, cruzamento, eficiência alimentar, avaliação de carcaça, qualidade do leite, desenvolvimento de ferramentas de seleção genômica, novas vacinas e ferramentas de diagnóstico e demais linhas afins de pesquisa.

Por sua vez, a Wageningen agrega um Instituto de Pesquisa, um Instituto Veterinário e a Universidade em Ciência Animal. Juntos absorvem uma equipe de 5.600 funcionários e mais de 8.500 acadêmicos, além de oito fazendas experimentais localizadas em pontos estratégicos do país. Suas linhas, conforme as peculiaridades de cada instituto e segundo o diretor Paul Vriesekoop, vão de doenças transmitidas por vetores, gripe aviária, peste suína clássica a estudos em genômica animal e bioinformática, genômica funcional, estatística genética, fertilidade, saúde animal, eficiência da produção, biodiversidade, fisiologia de ruminantes e nutrição animal.

Entre semelhanças e diferenças, os gestores das instituições acreditam em uma cooperação que possa fortalecer não somente as empresas e seus respectivos países, mas a região onde estão inseridas.

— É possível que a Embrapa e a UW/ASG apresentem propostas, já em 2010, à União Europeia, que exijam conhecimentos específicos da Embrapa sobre agricultura tropical combinada à experiência da ASG no contexto europeu. A longo prazo, estamos dispostos a construir uma rede de conhecimento entre as instituições e uma forte colaboração que incluirá o intercâmbio de pesquisadores — afirma Vriesekoop.

— A Embrapa é líder mundial em pesquisa tropical, a UW também. As duas instituições têm grandes competências e experiência e neste encontro visamos o fortalecimento na área de Ciência Animal primeiramente e a seguir em outras áreas e, desta forma, ampliar nossa interação e trabalhar na fronteira do conhecimento. Parcerias somente são eficientes quando os dois lados podem contribuir e, neste caso, há conhecimento e tecnologia de ponta a serem transferidos — enfatiza o diretor-executivo da Empresa Kepler Euclides Filho.

Fonte: Dalízia Aguiar - Embrapa Gado de Corte