O biorreator para clonagem de mudas é capaz de realizar o trabalho desenvolvido por técnicos, em pelo menos duas fases, do processo convencional de cultura em tecidos de plantas utilizado nas biofábricas. Com a substituição de parte dessa intensa demanda de mão-de-obra especializada, o projeto coordenado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia prima pela redução do preço final do material consumido pelo agricultor.
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Coletada das plantas no campo, as gemas estabelecidas in vitro passam pelas etapas de multiplicação, alongamento, enraizamento e finalmente a aclimatização em casa de vegetação. O biorreator é usado basicamente durante o alongamento e enraizamento, quando o número de frascos aumenta exponencialmente, exigindo maior número de profissionais bem treinados. Essa otimização de recursos humanos proporcionada pela incorporação do equipamento garantirá maior produtividade de mudas.
O pesquisador responsável, João Batista Teixeira, revela que experimentos planejados em delineamento estatístico, principalmente com abacaxi, bromélia e orquídea vêm sendo conduzidos há cerca de dez anos, na sede da unidade, em Brasília. No entanto, em geral as biofábricas no Brasil ainda não utilizam o biorreator.
— Considerando que muitas outras espécies dependem de mudas para plantio no campo, como cana-de-açúcar, eucalipto e morango, a tendência é o crescimento contínuo desse mercado. Ao contrário do material produzido nas propriedades, as biofábricas geram mudas de alta qualidade, limpas, uniformes, vigorosas e que podem estar disponíveis na época adequada. — explica ele.
De acordo com Teixeira, o modelo desenvolvido pela Embrapa está prestes a ser disponibilizado pela Fitoclone Serviços em Biotecnologia Vegetal. A empresa, que compõe o sistema de incubação da Universidade federal de Viçosa (UFV) deverá lançar a tecnologia no mercado, sob licença da Embrapa, ainda no primeiro semestre de 2010.
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As biofábricas |
