Transferir tecnologia visando apoiar os processos de adoção e certificação da Produção Integrada de Morango (PIMo), bem como a divulgação do Selo Brasil Certificado, é o objetivo do projeto "Mobilização setorial, capacitação e transferência de tecnologia em Produção Integrada de Morango (PIMo)", que será lançado em 17 de dezembro, na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP).
Dentre os principais pontos fortes do projeto, destaca-se o grande número de parcerias formadas - sete Unidades da Embrapa e cerca de vinte parceiros externos.
Conforme Fagoni Colegario, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, "dentro da lógica da metodologia de planejamento estratégico participativo, a solenidade de lançamento além de marcar o início das ações, reúne os membros da equipe e interessados, visando maior comprometimento para sua execução e divulgar as principais ações previstas para os três anos de duração - que inclui vários treinamentos".
O morango recebe destaque na mídia como um produto que contém resíduos de agrotóxicos acima dos limites permitidos, fato que, além de colocar em risco os consumidores, é uma ameaça aos produtores familiares, que podem se contaminar ou enfrentar problemas na comercialização. A Produção Integrada (PI Brasil), programa do Governo Federal Brasileiro, é uma ferramenta que pode ajudar a solucionar essas questões, fomentando a adoção de um protocolo que reúne adoção de Boas Práticas Agrícolas, rastreabilidade e critérios higiênico-sanitários na manipulação dos produtos. Um programa específico de Produção Integrada de Morango (PIMo) foi desenvolvido na região de Atibaia e Jarinu, SP a partir de 2006, com a participação da Embrapa. Em 2011, seis produtores conquistaram a certificação, sendo até o momento o único grupo autorizado a utilizar o selo "Brasil Certificado". Em 2015, um grupo de produtores de Alfredo Vasconcelos, MG pleitea a certificação.
Agora, todos estes parceiros demandaram a atualização de treinamentos obrigatórios para que novos produtores possam aderir à certificação e mais técnicos possam receber habilitação para trabalhar como responsáveis técnicos ou auditores do sistema no campo.
Unidades da Embrapa participantes
Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), Gado de Leite (Juiz de Fora, MG), Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ), Uva e Vinho (Bento Gonçalves, RS), Hortaliças (Gama, DF), Clima Temperado (Pelotas, RS), Embrapa Produtos e Mercados (SPM - Escritório Campinas).
Instituições parceiras
Associação dos Produtores de Morangos e Hortifrutigranjeiros de Atibaia, Jarinu e Região; Associação Nacional de Defesa Vegetal – Andef; Prefeitura da Estância de Atibaia; Prefeitura Municipal de Jarinu; Coordenadoria de Assistência Técnica Integral de São Paulo – Cati; Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo – Ceagesp; Município de Vacaria – RS; Cooperativa Agropecuária de Alfredo Vasconcelos – Cooprav; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA; Faculdade de Tecnologia de Mogi das Cruzes; Universidade Federal de Viçosa – UFV; Universidade Federal do Paraná – UFPR; Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper; Instituto Biológico de São Paulo; Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Sudeste de Minas Gerais - Campus Barbacena; Secretaria de Agricultura do Distrito Federal, Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Proterra Engenharia Agronômica LTDA e Bagisa S.A. Agropecuária e Comércio.