Embrapa Pesca, Aquicultura e Sistemas Agrícolas inicia obras nesta terça-feira

A empresa irá coordenar um programa nacional de pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor

Margareth Santos
Aquicultura

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária inicia nesta terça-feira, dia 12, em Palmas (TO), as obras de duas fazendas agrícolas que irão compor as instalações da Embrapa Pesca, Aquicultura e Sistemas Agrícolas. O novo centro de pesquisas, cuja criação foi aprovada em novembro, tem formação diferenciada dos demais e atuação nacional em pesca e aquicultura e ecorregional em regiões hidrográficas homogêneas, como Tocantins, Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, em sistemas agrícolas integrados. A empresa, que conta com 35 pesquisadores de diferentes áreas, irá coordenar um programa nacional de pesquisa, desenvolvimento e inovação em aquicultura e pesca.

— A partir dos projetos Aquabrasil e Beijupirá, dos estudos em aquicultura e pesca, e da projeção de crescimento do setor, os ministérios da Pesca e Aquicultura e Agricultura, Pecuária e Abastecimento, junto com a Embrapa, decidiram pela criação de um centro de pesquisa específico. Dessa forma, foi fundada a Embrapa Pesca, Aquicultura e Sistemas Agrícolas — explica o chefe de pesquisa e desenvolvimento, Ariovaldo Luchiari Junior.

Vista aérea do local
onde será implantada
sede da nova Embrapa

Será criado um conselho que determinará as necessidades em pesca e aquicultura e lançará os projetos mais prioritários. O foco da pesquisa estará concentrado em peixes nativos da Bacia Amazônica, que tem imenso potencial de exportação, transformando o lago de Palmas num parque aquícola e polo pesqueiro, de acordo com Luchiari Junior.

— Na linha dos sistemas agrícolas, vamos trabalhar com os sistemas de produção integrados, ou seja, lavoura-pecuária-floresta, lavoura-pecuária-fruticultura, ou ainda a integração de sistemas, por exemplo, capim com gado, milho com forragem, entre outros. Nesse contexto, podemos usar resíduos e produtos da agricultura integrados na piscicultura. O primeiro esforço é implantar em áreas degradadas os sistemas que já estão sendo desenvolvidos, com o intuito de recuperá-las. Mais adiante, pretendemos desenvolver novos sistemas baseados em outros modelos de negócios, com sustentabilidade econômica, social e ambiental  — revela.