Embrapa Trigo avalia o rendimento de grãos de soja em semeadura tardia

Os genótipos foram comparados quanto à taxa de crescimento, rendimento, duração do período de crescimento e componentes de rendimento dos grãos.

Aline Jesus
Sementes e Mudas

Durante a safra agrícola 2007/2008, os pesquisadores da Embrapa Trigo realizaram um estudo com seis genótipos de soja (BRS 255 RR; BRS PAMPA RR; BRS TAURA RR; PF015328; PF237500 e PF015122) que foram semeados em novembro e janeiro.

O objetivo do experimento foi avaliar a contribuição da taxa de crescimento e da duração do período de crescimento de grãos na redução do rendimento de grãos de soja em semeadura tardia. Com 30 plantas por metro quadrado espaçadas entre fileiras de 50 centímetros, a semeadura foi feita no Sistema de Plantio Direto e realizada mecanicamente. Também foi realizada adubação com 300 quilos por hectare  (2-30-15), antes da semeadura, conforme recomendações técnicas para a soja. Além disso, foi essencial a aplicações de inseticidas e herbicidas para o controle de pragas e plantas daninhas.

A taxa de crescimento, rendimento, duração do período de crescimento e os componentes de rendimento dos grãos foram comparados com os genótipos utilizados. Na época tardia, a queda de rendimento de grãos foi associada à redução do sub-período que define o número de grãos por metro quadrado.

Na conclusão do experimento, comprovou-se que a redução na massa de grãos ocorreu em função da queda na taxa de crescimento na época tardia (estágios R5-R7 - saiba mais sobre a fenologia da soja), embora este, não tenha sido o fator responsável pela queda no rendimento de grãos de soja. Já a perda de rendimento de grãos de soja esteve mais associada ao encurtamento do sub-período (R2-R5).

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Rendimento de grãos de soja em semeadura tardia