As atuais informações sobre mudanças climáticas e o aquecimento global vêm mobilizando a comunidade internacional e cada vez o tema, que agora é estudado sobre várias vertentes, torna-se alvo de discussão no cotidiano das pessoas. Uma das preocupações da Embrapa Cerrados, em artigo publicado, foram as emissões de óxido nítrico (NO), óxido nitroso (N2O) e do dióxido de carbono (CO2) do solo para a atmosfera.
Práticas agrícolas como aplicações de fertilizantes, revolvimento do solo e incorporação de resíduos, irrigação e drenagem são as que mais causam impactos no aumento das emissões desses gases e estão relacionadas a uma série de fatores bióticos e abióticos do solo, incluindo matéria orgânica, comunidade microbiana e de plantas, estruturas de sedimentos, umidade, temperatura e aeração, além dos teores de nutrientes e pH.
Segundo o estudo, o monitoramento dos fluxos de gases de efeito estufa no solo é fundamental para atender às demandas constantes por inventários e práticas mitigadoras das emissões de gases em agroecossistemas no Cerrado. Assim o balanço de NO, N2O e CO2 do solo, caracterizando-o como fonte ou dreno, é fundamental para avaliar os impactos ambientais de agroecossistemas.
Arminda Moreira de Carvalho e Mercedes Maria da Cunha lembram que o potencial de aquecimento do óxido nitroso é 200 vezes superior ao do dióxido de carbono. Na pesquisa da Embrapa Cerrados e da UnB (Universidade de Brasília), as autoras explicam que em ecossistemas nos quais as emissões de dióxido de carbono excedem as assimilações na forma de produção primária são considerados fontes desse gás. Já quando a acumulação predomina sobre a liberação, diz-se que é dreno. Para ler o documento da Embrapa Cerrados, clique no documento em anexo.