Empresários rurais da Costa Rica irão à Embrapa Pecuária Sudeste

As pastagens plantadas com sementes brasileiras representam mais de 30% da área ocupada por pasto no país

Assessoria de Imprensa Embrapa Pecuária Sudeste
Agronegócio

Empresários da Costa Rica e um ex-ministro da Agricultura desse país, importadores de sementes de capim do Brasil, visitarão hoje,a Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos. Juan Rafael Lizano (ex-ministro da Agricultura) e Joaquín Lizano Gonzálz, da empresa costaricense Resusa, conhecerão as diversas pesquisas com pastagens para produção intensiva a pasto, para pecuária leiteira e de corte (sistemas de produção com alta produtividade), além de técnicas para uma pecuária menos agressiva ambientalmente.

O Brasil é o único país que exporta sementes de capim para a Costa Rica. As pastagens plantadas com sementes brasileiras representam mais de 30% da área ocupada por pasto naquele país.
Em todo o mundo, somente o Brasil e a Austrália exportam sementes de forrageiras tropicais, sendo o Brasil o maior produtor, exportador e consumidor mundial. O potencial de exportações brasileiras para a América Latina e Caribe é de 8 mil toneladas anuais de sementes de forrageiras, volume este que ainda está longe de ser atingido. O potencial do mercado brasileiro é de 40 mil toneladas por ano.Os empresários de Costa Rica virão acompanhados por Marcio Meirelles, da Marangatu Sementes, de Ribeirão Preto, e serão recebidos pelo técnico Danilo Moreira.

Sementes do Brasil modernizam a Costa Rica

A Costa Rica aumentou significativamente a produtividade de sua pecuária nos últimos anos, devido, entre outros motivos, à adoção de capins provenientes do Brasil, mais produtivos e de melhor qualidade. Em 2009 o Brasil exportou, para esse país centro-americano, 163,2 toneladas dessas sementes, num valor de R$ 1,6 milhão, o que representa em torno de um milhão de dólares.

A Costa Rica, onde predominam pequenos produtores com média de 50 animais por propriedade, com cerca de 1,4 milhão de cabeças de bovinos, exporta pequena parte de sua produção de carne bovina, para nações da América Central (Nicarágua, Guatemala, Honduras, El Salvador, Panamá) e do Caribe. Importa pequenos volumes de cortes finos, principalmente da Nicarágua.

No setor leiteiro, o país centro-americano é bem tecnificado e desenvolvido. Exporta leite em pó, manteiga, queijos e sorvetes, para o México e nações da América Central e Caribe.