Epidemiologia da mancha de phaeosphaeria em cultivares de milho

UFLA e Unesp analisam aspectos epidemiológicos da mancha de phaeosphaeria na safrinha de milho, durante o período de março a agosto, entre 2002 a 2006, no município de Capão Bonito (SP)

Redação
Doenças

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) analisaram aspectos epidemiológicos da mancha de phaeosphaeria na safrinha de milho, durante o período de março a agosto, entre 2002 a 2006, no município de Capão Bonito (SP).

Foram montados ensaios com três repetições, utilizando 42 a 54 cultivares, dependendo do ano, e divididas em quatro grupos: resistentes, moderadamente resistentes, moderadamente suscetíveis e suscetíveis.
 
As maiores severidades da doença foram atingidas em 2002, 2004, 2005, onde a temperatura média foi de 19,49; 18,11 e 20,43oC. Outro fator constatado foi a predisposição da doença, devido a chuvas regulares no período do pendoamento e florescimento, algo que não ocorreu nos anos 2003 e 2006, quando baixas temperaturas 18,86 e 18,96oC, respectivamente, restringiram o progresso da doença.
 
Adicionalmente, por meio de modelo matemático, foi possível determinar o início da epidemia em cada grupo de cultivares de cada ano analisado. Desta forma, foi observado que o início da epidemia para a maioria dos grupos ocorreu aproximadamente entre 70 e 90 dias após a semeadura. Foi considerada a idade de 120 dias após a semeadura como limite para que a doença cause danos à produtividade da cultura.
 
O trabalho concluiu que as maiores severidades ocorreram em 2005, devido à temperatura média de 20ºC e precipitação pluviométrica constantes no período de pendoamento e florescimento da cultura.