Equipe analisa uso de bioindicadores de qualidade da água de Costa Rica e do Brasil

Cristina Tordin, Embrapa Meio Ambiente
Meio Ambiente

Bert Kohlmann, professor da Universidad Earth, de Costa Rica, está na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) para falar sobre seu trabalho com bioindicadores e biomonitoramento em rios tropicais.

Conforme o professor, o motivo principal dessa visita é colaborar e conhecer o grupo de trabalho da pesquisadora da Embrapa Kathia Sonoda com macroinvertebrados para determinar a qualidade da água, sobretudo de rios.

“Há muitos anos trabalho com esse tema e é muito bom conhecer a pesquisa de outros pesquisadores e poder colaborar e trabalhar juntos”, diz.

“Em Costa Rica, começamos a utilizar um ponto de vista em um tipo de análise com grupos funcionais de alimentação e tivemos muito bons resultados”. Como alguns insetos são novos, o professor gostaria de comparar e conhecer o que é encontrado no Brasil para verificar se há concordância entre os dados dos dois países tropicais.

Ao mesmo tempo, visitou outros laboratórios da Unidade, como o Quarentenário Costa Lima.

“Notei que há muitas possibilidades de realizarmos estudos em conjunto. Além desse tema, trabalho também com bioindicadores de qualidade do solo e de sua importância na vegetação natural, além de interpretação de fotos espaciais e com a elaboração de atlas de biodiversidade”.

Kohlmann ressaltou também, que em sua missão ao Brasil, estará recrutando alunos para pós-graduação para atuarem nos projetos desenvolvidos na Costa Rica e com parceria com outros centros de pesquisa internacionais. É uma boa oportunidade aos estagiários e/ou bolsistas para um intercâmbio.

Conforme Kathia, “essa parceria é importante para as pesquisas com macroinvertebrados aquáticos e especialmente em relação à funcionalidade desse grupo no ecossistema em que vivem porque a troca de experiências entre pesquisadores de países tropicais possibilita um melhor entendimento do que encontramos em nossas pesquisas, que muitas vezes vão contra ao que é apresentado por pesquisadores de países e clima temperado, como pode ser observado durante a palestra oferecida pelo professor.

“Os resultados de sua pesquisa apontam que grupos reconhecidos mundialmente como indicadores de boa qualidade ambiental em países europeus, não apresentaram este padrão na Costa Rica e no Brasil, quebrando um paradigma. Esta concordância nos resultados confere maior robustez aos resultados apontados pelos dois grupos latino americanos”, conclui Kathia.

Passando conhecimento
O professor falou também a estudantes e química e biotecnologia do Colégio Técnico Poli-Bentinho de Campinas, SP, atendidos pelo Programa Embrapa & Escola, em 20 de agosto, na parte da manhã, no Laboratório de Ecossistemas Aquáticos.