O transporte de animais na piscicultura é motivo de estresse para todos: peixes e produtores. O manejo incorreto durante o processo provoca doenças e causa mortes dos peixes de forma frequente. O problema é que os deslocamentos são necessários para o produtor manter o povoamento correto dos tanques ou para comercialização de peixes vivos. Alguns cuidados podem ser tomados durante as operações, mas o mais importante é uma equipe muito bem treinada para evitar problemas, principalmente de adensamento e lentidão de transporte.
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— A melhor ferramenta são os trabalhadores bem treinados. Não existe nenhum produto milagroso que vai fazer com que o transporte seja livre de estresse. O mais importante é a valorização do trabalhador bem treinado para fazer esta operação de transporte. Há grupos muito bons que fazem o transporte sem deixar morrer nenhum animal porque eles são bem treinados. A despesca eu acho que é a parte mais delicada desta operação de transporte. Os peixes devem ser capturados na rede com bastante cuidado e os trabalhadores devem ser capacitados para fazer a captura do peixe na rede de forma que não adense este peixe excessivamente e devem passar os peixes para o caminhão mais rapidamente — explica o pesquisador Luiz Antônio Inoue, da Embrapa Amazônia Ocidental.
Inoue diz que todas as etapas devem ser manejadas cuidadosamente desde as condições de água e alimentação. Ele explica que em alguns viveiros é necessário que a água seja reduzida pela metade para facilitar a captura dos animais, que tem que ser rápida e organizada o suficiente para que o carregamento dos peixes nas caixas de transporte ou nos sacos plásticos seja feito rapidamente, sem machucar os peixes e sem estressá-los. Ele alerta também para o tamanho das redes de arrasto que devem se adequar conforme o tamanho dos peixes. Uma coisa muito importante é que as redes sejam confeccionadas em malhas sem nó para não machucar os animais. Devem ser redes soldadas na união dos fios.