Equivalência de métodos na extração de potássio da parte aérea de alfafa e de capim-tanzânia com água ou com solução ácida concentrada ou diluída

A análise do potássio oferece um indicativo adequado do estado nutricional da alfafa e do capim-tanzânia

Rosália Silva
Forrageiras

A extração de potássio do capim-tanzânia e de alfafa com água quente mostrou-se equivalente à feita no método tradicional da decomposição nitro-perclórica. Na alternativa analisada pela Embrapa Pecuária Sudeste, também se obteve igualdade quando a água foi substituída por solução ácida diluída de HCl.

A comparação entre os três métodos é importante porque no metabolismo vegetal, o potássio atua na regulação do potencial osmótico celular, contribuindo no balanço das cargas negativas dos ácidos orgânicos dentro das células e no balanço dos ânions absorvidos pelas raízes.

Da análise do potássio, que apresenta quantidade da fração solúvel aproximado à fração total, pode-se chegar um indicativo adequado do estado nutricional da cultura. Isso acontece porque os resultados correspondem à quantidade de nutrientes absorvida pelas plantas, e assim mostrando a disponibilidade de nutrientes no solo.

Ainda de acordo com os pesquisadores da Embrapa e da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), apesar de o método da decomposição por via úmida com a mistura ácida nitro-perclórica ser o mais utilizado na dissolução de tecidos vegetais e de solubilizar quase totalmente a amostra, ele apresenta algumas limitações, como a emissão de vapores tóxicos, a necessidade de utilização de equipamentos e de reagentes controlados pelo governo, além do perigo de explosão pelo emprego do ácido perclórico na forma oxidada e a quente.

Dessa forma, os experimentos com capim-tanzânia (Panicum maximum cv. Tanzânia) e  alfafa (Medicago sativa cv. Crioula) contribuem na busca por novas técnicas de análise rápidas, exatas, de custo reduzido e baixo impacto ambiental.