O gerente de Pós-Vendas da GEA Farm Technologies, Rogério Assis, apresenta nesta sexta-feira, 11, a partir das 9 horas, a última dinâmica sobre manejo de ordenha, no pavilhão de animais do Centro Tecnológico Comigo (CTC), em Rio Verde. Em foco, a necessidade de o produtor estar atento ao passo a passo do processo e à higienização da ordenhadeira. Segundo Rogério, a rotina adequada resulta em um tempo eficaz de ordenha, garantindo uma melhor descida do leite, além de contribuir para evitar estresse e lesões no rebanho.
Ao todo, dez passos são imprescindíveis para garantir a eficácia do manejo, que começa pela entrada dos animais, sempre tranquila a fim de não gerar adrenalina e aumentar o nível de ocitocina. Na sequência, conforme explica o gerente, vem a preparação da máquina, que deve ser realizada com luvas e avental, para segurança do vaqueiro, evitando a contaminação por bactérias. As etapas seguintes são: pré-dipping e teste da caneca – indispensáveis para eliminação de bactérias do teto e detecção de casos de mastite –; secagem; colocação do conjunto, preferencialmente sem entrada de ar; finalização da ordenha; retirada do conjunto; aplicação de pós-dipping e, por fim, limpeza dos conjuntos e preparação para o próximo lote.
“Para uma boa descida do leite, você precisa fazer do primeiro ao sexto passo, ou seja, da entrada à colocação do conjunto, entre um minuto e um minuto e meio, aproveitando o pico de ocitocina”, pontua Rogério Assis. Além disso, é recomendável a proporção de um funcionário para cuidar de quatro a seis conjuntos e a utilização de produtos certificados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Apesar da duração do manejo depender de inúmeros fatores, o tempo ideal, da colocação à retirada da vaca, é de dez a doze minutos.
Outro detalhe levantado pelo especialista é estar atento à vida útil da borracha e à manutenção periódica. “O produtor deve procurar uma revisão preventiva da máquina. Assim como um carro, a ordenhadeira deve ter suas revisões programadas e preferencialmente a cada 1.500 horas ou seis meses”, alerta. As boas práticas durante o manejo resultam em um bom tempo de ordenha para o trabalhador, garantindo a retirada do leite com baixa contagem de bactéria total (CBT), além de evitar o estresse dos animais e lesões no teto, o que poderia facilitar a infecção por mastite.