Estado deverá colher 1,7 milhão de toneladas de trigo

Segundo os técnicos, as condições do clima foram favoráveis à maturação das lavouras

Emater/RS-Ascar
Manejo

A Emater/RS-Ascar reavaliou as produtividades médias das diversas regiões produtoras de trigo, assim como a produção total a ser colhida no Estado. Segundo o acompanhamento quinzenal sobre as condições das lavouras, a produtividade média de trigo em âmbito estadual passa dos 2.040 kg/ha esperados inicialmente, para 2.308 kg/ha (+13,13%), projetando uma colheita total de 1,768 milhão de toneladas. Um aumento de 9,68% em relação à produção inicialmente prevista em 1,611 milhão de toneladas. A atual produção é muito próxima da conseguida no ano passado (- 2,10%), apesar da redução de 10,71% na área cultivada. O levantamento contou com informações de 252 Escritórios Municipais, que representam 88% do universo cultivado este ano. Segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, as condições do clima foram favoráveis à maturação das lavouras, proporcionando a elas a manutenção dos bons rendimentos, e ao produto, uma excelente qualidade. A colheita está dentro da normalidade e atinge, nesta semana, 41% do total da área plantada. Outros 40% também já se encontram maduros e podem ser colhidos assim que o produtor desejar.
 
Apesar da pouca chuva, que traz uma condição desfavorável ao plantio de arroz, os produtores seguem em ritmo bastante acelerado no processo de semeadura das lavouras. Nesta semana, o percentual de área plantada alcança os 75%, contra os 60% verificados na semana passada. Nas principais regiões produtoras, em virtude da baixa umidade do solo, é um atraso na germinação das sementes recém-lançadas. Mesmo com esses contratempos, a atual safra se encontra bem à frente da média dos últimos anos.
 
No milho, os trabalhos de plantio seguem em ritmo de normalidade. Aproveitando as últimas precipitações ocorridas nas zonas de produção, os agricultores incrementaram o processo de semeadura, aumentando o percentual para 70% do total da área prevista para esta safra, o que a deixa oito pontos à frente da média dos últimos cinco anos. A germinação reagiu bem e atinge 64%.
 
O percentual de área semeada de soja saltou dez pontos percentuais na última semana, passando para 20% do total previsto. Em comparação com a safra passada, a atual se encontra oito pontos à frente. A germinação também vem ocorrendo de forma irregular e lenta, atingindo 14% da área. Se as condições meteorológicas permitirem, o plantio deverá se intensificar ainda mais, uma vez que, historicamente, é em novembro que este atinge seu ápice. Com a colheita do trigo se encaminhando para o final, lavouras antes ocupadas com o cereal são imediatamente semeadas com a oleaginosa.
 
As condições meteorológicas foram muito favoráveis à maturação das lavouras de trigo, proporcionando a elas a manutenção dos bons rendimentos, e ao produto, uma excelente qualidade. As condições verificadas recentemente também têm sido favoráveis à colheita, que se processa dentro da normalidade e atinge, nesta semana, 41% do total da área plantada. Outros 40% também já se encontram maduros e podem ser colhidos.
 
Os apicultores intensificam o preparo das caixas com isca para capturar novos enxames, a revisão das colmeias e a troca de favos. As condições para o desenvolvimento da apicultura melhoraram em algumas regiões do Estado, devido à floração do eucalipto e de outras espécies nativas. Nesses locais, a colheita deverá iniciar em 15 ou 20 dias, com boas perspectivas de produção, devido à redução das chuvas.
 
As pastagens nativas estão se desenvolvendo bem em função do clima favorável. As gramíneas cultivadas anuais de inverno, como a aveia preta e o azevém, ainda permitem o corte e o pastoreio, embora se encontrem em final de ciclo. Em todas as regiões do Estado, os pecuaristas envolvem-se no preparo do solo e na semeadura das áreas de forrageiras de verão, assim como, na instalação das lavouras de milho para silagem.
 
 
A produção de leite está normalizada na maioria das regiões produtoras do Estado, mas a redução das chuvas pode prejudicar o desenvolvimento da atividade. As propriedades que possuem boa quantidade de pastagens cultivadas ainda apresentam boa produção.