Estimativa de chuvas com uso de pluviômetros plásticos

As principais diferenças entre os dois modelos estão na área de captação e na precisão de leitura

Margareth Santos
Meio Ambiente

O uso de pluviômetros de plástico é prática comum entre os pequenos produtores, devido ao baixo custo do equipamento. No entanto, os valores de chuvas registrados nem sempre estão corretos, podendo apresentar erros comprometedores que irão afetar o planejamento de atividades importantes como a irrigação. Uma avaliação dos registros de dois pluviômetros plásticos, comparados com o emprego do equipamento padrão (Ville de Paris), revelou que um dos modelos não deve ser usado, mas substituído por outro de maior área de captação e melhor precisão.

O experimento foi realizado na Estação de Viticultura Tropical da Embrapa Uva e Vinho, no município de Jales, no Estado de São Paulo. Os pluviômetros foram instalados na mesma altura e sob as mesmas condições de contorno. O Modelo 1 apresenta formato em cunha, capacidade de 130 milímetros, subdivisões de 2,5 milímetros e área de captação retangular de 14,5 centímetros quadrados. O Modelo 2 também tem formato de cunha, capacidade capacidade de 130 milímetros, subdivisões variando entre 0,2 a 2,0 milímetros e área de captação retangular igual a 34,65 centímetros quadrados.

O modelo padrão Ville de Paris é produzido em aço inoxidável, com formato afunilado e área de captação circular de 400 centímetros quadrados. As medidas são realizadas com o auxílio de uma proveta com capacidade de 25 milímetros e subdivisões de 0,2 milímetro. O modelo 1 apresentou índices de superestimativas, já o modelo 2 apresentou valores próximos do modelo padrão.

Erros assim, como os revelados pelo modelo 1, podem afetar de forma acentuada os índices pluviométricos. Por exemplo, no uso da irrigação para complementar as chuvas, as lâminas calculadas podem ficar abaixo do necessário, em virtude do cálculo equivocado das chuvas. O uso do modelo 2 não compromete de forma significativa as medidas dos índices de chuva nem o manejo da irrigação. As principais diferenças entre os dois modelos estão na área de captação e na precisão de leitura, ambas superiores no modelo 2.