Pesquisas da Fundação MS mostram que em solos de boa fertilidade há melhores resultados do milho safrinha com aplicação de nitrogênio no sulco quando comparado aos demais nutrientes. A semeadura do milho safrinha é realizada através da mineralização da matéria orgânica e decomposição da palhada da soja. Para os pesquisadores, embora esta prática forneça quantidades superiores equivalentes a 100 quilos de nitrogênio por hectare, a utilização de fertilizantes nitrogenados ainda é necessária.
Eles explicam que as respostas econômicas giram em torno de 30 a 40 quilos de nitrogênio por hectare no sulco. Com isso, comprova-se que o milho safrinha, quando cultivado após a soja ou outra leguminosa de verão, é classificado como uma cultura de baixa resposta ao nitrogênio devido às condições climáticas não serem favoráveis à aplicação em cobertura. Como solução, é preferível que o produtor utilize maior dose de nitrogênio no sulco de semeadura. Já a aplicação em cobertura deve ser feita após a emergência do milho quando as condições de clima forem favoráveis.
Em solos que possuem níveis altos de fósforo, as respostas econômicas serão bem mais baixas. Porém, o produtor deve lembrar que o fósforo é o nutriente mais exportado pelos grãos, além de ter uma mobilidade proporcional ao teor de umidade do solo. Vale lembrar que caso ocorra o suprimento do fósforo no sulco de plantio, o nutriente fica mais próximo das raízes do milho, aumentando a eficiência de sua utilização. Já em solos com níveis de potássio alto, existe uma baixa probabilidade de resposta econômica à adubação potássica.
Os estudos conduzidos pela Fundação MS comprovam que para o desenvolvimento do milho é necessário um grande quantidade de potássio, embora a exportação através de grãos seja relativamente pequena para a sua propagação. Comparado ao fósforo, o potássio também possui maior mobilidade no solo, sendo possível sua utilização a lanço em cobertura do milho safrinha a partir de doses superiores a 60 quilos por hectare. A prática evita futuros problemas de germinação e de desenvolvimentos das raízes do milho, mas, em contrapartida o aproveitamento do nutriente em cobertura do milho safrinha será baixo, o que beneficiará a cultura da soja subsequente.