Estratégias de adubação no sulco

Apesar de apresentar baixa resposta ao nitrogênio, a aplicação do nutriente no sulco da semeadura melhora o resultado da produtividade do milho safrinha

Aline Jesus
Adubação

Pesquisas da Fundação MS mostram que em solos de boa fertilidade há melhores resultados do milho safrinha com aplicação de nitrogênio no sulco quando comparado aos demais nutrientes. A semeadura do milho safrinha é realizada através da mineralização da matéria orgânica e decomposição da palhada da soja. Para os pesquisadores, embora esta prática forneça quantidades superiores equivalentes a 100 quilos de nitrogênio por hectare, a utilização de fertilizantes nitrogenados ainda é necessária.

Eles explicam que as respostas econômicas giram em torno de 30 a 40 quilos de nitrogênio por hectare no sulco. Com isso, comprova-se que o milho safrinha, quando cultivado após a soja ou outra leguminosa de verão, é classificado como uma cultura de baixa resposta ao nitrogênio devido às condições climáticas não serem favoráveis à aplicação em cobertura. Como solução, é preferível que o produtor utilize maior dose de nitrogênio no sulco de semeadura. Já a aplicação em cobertura deve ser feita após a emergência do milho quando as condições de clima forem favoráveis.

Em solos que possuem níveis altos de fósforo, as respostas econômicas serão bem mais baixas. Porém, o produtor deve lembrar que o fósforo é o nutriente mais exportado pelos grãos, além de ter uma mobilidade proporcional ao teor de umidade do solo. Vale lembrar que caso ocorra o suprimento do fósforo no sulco de plantio, o nutriente fica mais próximo das raízes do milho, aumentando a eficiência de sua utilização. Já em solos com níveis de potássio alto, existe uma baixa probabilidade de resposta econômica à adubação potássica.

Os estudos conduzidos pela Fundação MS comprovam que para o desenvolvimento do milho é necessário um grande quantidade de potássio, embora a exportação através de grãos seja relativamente pequena para a sua propagação. Comparado ao fósforo, o potássio também possui maior mobilidade no solo, sendo possível sua utilização a lanço em cobertura do milho safrinha a partir de doses superiores a 60 quilos por hectare. A prática evita futuros problemas de germinação e de desenvolvimentos das raízes do milho, mas, em contrapartida o aproveitamento do nutriente em cobertura do milho safrinha será baixo, o que beneficiará a cultura da soja subsequente.