Tendo como meta a produtividade de 160 sacas por hectare – 95% do rendimento potencial – é possível atingir uma média produtiva de várias maneiras, é o que diz as pesquisas da Fundação MS. Os resultados têm evidenciado uma boa eficiência de aproveitamento do nitrogênio aplicado antecipadamente, principalmente devido aos cuidados com o solo.
Tipos de solo e aplicações
Os solos argilosos, cujos riscos de perdas por nitrogênio por lixiviação são menores, sob o Plantio Direto bem efetuado, existem diferentes estratégias disponíveis para o fornecimento de nitrogênio para a cultura do milho e obtenção de altos potenciais produtivos. Destacam-se as opções que fornecem pelo menos 50% do total de nitrogênio previsto para cultura até o plantio, de forma a evitar riscos ao potencial produtivo por deficiência inicial de nitrogênio.
Em solos argilosos (mais de 40% de argila) seria possível aplicar ao menos 50% e no máximo 100% da dose de nitrogênio planejada para cobertura no milho, de forma antecipada, no pré-plantio. A sugestão é incorporar este nitrogênio em pré-plantio de 3-4 centímetros de profundidade, no espaçamento de 17-20 centímetros, no mesmo dia do plantio do milho ou em período próximo.
Já nos solos arenosos (menos de 40% de argila) em virtude dos riscos de lixiviação de nitrogênio, é recomendado trabalhar com nitrogênio na base e em cobertura até V4, garantindo o suprimento adequado de nitrogênio em todo o ciclo da cultura.
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