Estudo desenvolve sensor capaz de detectar contaminantes tóxicos

Experimento criado na UFSCar visa o controle ambiental

Coordenadoria de Comunicação Social da Universidade Federal de São Carlos
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Um estudo realizado no Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais (PPGCM) do campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) procurou uma alternativa para o controle ambiental, visando o desenvolvimento de um sensor simples e barato que seja capaz de detectar compostos organoclorados. A pesquisa da mestranda Juliana de Souza Santos Silva atuou sobre esse compostos que se constituem como contaminantes e podem afetar o meio ambiente, criando problemas devido à sua toxicidade, como os pesticidas, por exemplo. A proposta do estudo foi criar sensores por meio de filmes nanoestruturados fabricados a partir da técnica de automontagem (do inglês, Layer-by-Layer, LbL).

Os compostos organoclorados apresentam alta toxicidade, persistência ambiental e mostram tendência à bioacumulação, podendo se propagar por meio do ar e da água, afetando o homem e o meio ambiente. Os efeitos desses agentes ao longo do tempo representam um grande risco para a saúde pública. Segundo Juliana "o desenvolvimento de técnicas precisas de quantificação de resíduos para monitoramento e vigilância desses produtos em águas, solos, alimentos e ar tornou-se de fundamental importância".

Os resultados apresentados pelo estudo mostraram bom desempenho do filme LbL como sensores eletroquímicos para compostos organoclorados, uma vez que por meio da técnica de voltametria de onda quadrada foi possível detectar a presença de 2-clorofenol (um líquido levemente ácido que é usado como um agente desinfetante) com maior sensibilidade e intensidade de corrente aumentada em relação ao filme individual dos CNTs.

O estudo chamado "Fabricação e Caracterização de Filmes Nanoestruturados de Nanotubos de Carbono e Polianilina para Aplicação em Sensores Ambientais na Detecção de 2-Clorofenol" foi orientado pela professora da UFSCar Marystela Ferreira, do Departamento de Física, Química e Matemática (DFQM), e defendido no início deste mês. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected]