Comer peixe é saudável, e pouca gente questiona esse fato. Mas quando se pergunta por que, poucos têm resposta pronta, baseada em constatações científicas. Mas elas existem, e mostram o alto valor nutritivo da carne de peixe. E esse valor está presente tanto nos peixes da água doce quanto nas espécies marinhas.
No Amazonas, estado brasileiro onde há o maior consumo de pescado por pessoa no País, estudo demonstra que a carne de diversos peixes da região possui elevados níveis de proteína, sais minerais e ácidos graxos para uma dieta saudável e balanceada.
As espécies estudadas foram pacu, jaraqui, branquinha, curimatã, pirapitinga, aracú e mapará. O amazonense consome cerca de 35 quilos de peixe por ano, enquanto a média nacional está entre 7 e 8 quilos. Os dados são do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), que em setembro promove em todo o país a Semana do Peixe, iniciativa para incentivar o consumo de pescado entre os brasileiros.
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Pacu fieira, |
O estudo "Caracterização Nutricional de Peixes da Amazônia", realizado pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Rogério de Jesus, traçou o perfil nutricional das espécies através da sua composição química básica, minerais, ácidos graxos e aminoácidos. O artigo foi publicado na revista Infopesca Internacional, de Montevidéu, Uruguai, em 2007.
Rogério e o Inpa atuam como parceiros da Embrapa e diversas outras instituições no projeto em rede “Bases Tecnológicas para o Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura no Brasil – Rede Aquabrasil”. A iniciativa, liderada pela pesquisadora Emiko Resende, da Embrapa Pantanal, pretende desenvolver tecnologias inovadoras para a promoção de um grande salto tecnológico capaz de promover a sustentabilidade da aquicultura brasileira, do ponto de vista econômico, social e ambiental.
De acordo com o estudo, a maioria das espécies apresentou concentrações de proteína entre 18 e 20 gramas para cada 100 gramas de carne. Segundo o pesquisador, os perfis de aminoácidos observados sugerem um alto valor biológico das proteínas nas espécies analisadas. “São proteínas nobres, de alto valor nutricional”, afirma. Foram observadas também altas concentrações de ácido palmítico (19,8 a 31,8%), e ácido oléico ou ômega 9 (17,0 a 53,9%), fundamentais para o metabolismo humano, pois atuam na síntese de hormônios e na absorção de vitaminas.
Fonte: Saulo Coelho - Embrapa Pantanal
