Estudo revela novas estratégias de combate ao mofo branco

O trabalho, que será realizado em área de alta infestação do inóculo, está baseado em várias ações conjuntas

Margareth Santos
Sanidade Vegetal

Causada pelo pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, o mofo branco é uma doença de incidência em regiões frias, que nos últimos anos tem infectado regiões do Cerrado, causando perdas em diversas culturas. Um projeto desenvolvido pela Embrapa vai estudar formas de controle, como o uso de cobertura morta e o manejo do solo, e atuar de maneira participativa e interdisciplinar, é o que revela Austeclínio Lopes de Farias Neto, um dos pesquisadores responsáveis, junto com Maurício Meyer.

— Nosso grande objetivo é oferecer ferramentas que podem diminuir a ocorrência do fungo. Isso poderá ajudar de forma sensível a diminuir as perdas do produtor e a perceber que áreas são mais propícias à disseminação desse fungo, de forma que ele possa escolher o plantio de outras culturas — frisa.

 Mofo branco, doença
 que acomete culturas
 como soja, feijão,
 girassol e algodão

O trabalho, que será realizado por três anos em área de alta infestação do inóculo, está baseado em várias ações: verificar quais fatores climáticos favorecem o desenvolvimento do fungo, fazer o mapeamento da ocorrência e com isso gerar um estudo de previsão; analisar qual o tipo de manejo cultural, dentro do uso do plantio direto, da palhada, rotação de culturas, e os fatores que favorecem o surgimento; checar a variabilidade do fungo, para confirmar se é o mesmo tipo que aparece nas diversas regiões; identificar materiais resistentes e cultivar as variedades que podem inibir o crescimento; definir o controle químico e biológico, por meio dos fungicidas; e, por último, difundir a tecnologia para os produtores, a partir dos resultados obtidos.

— O mofo branco, que ataca muitas espécies, gerando danos econômicos, é de difícil controle químico e tão resistente a ponto de permanecer no solo por até 12 anos. Atualmente, esse controle tem sido feito por meio de tentativas, sem muitos estudos científicos, que com esse trabalho passarão a ser contemplados. Vale destacar a interação entre os diversos setores e os produtores, partindo de um ponto comum onde pouca informação está disponível, e a união para combater uma doença que está se tornando importante, causando enormes perdas para a agricultura brasileira  — esclarece.