Para que haja sucesso na Integração Lavoura-Pecuária, é imprescindível a conscientização do pecuarista e do agricultor, o conhecimento dos benefícios do sistema como um todo e de que maneira a agricultora beneficia a pecuária e vice-versa. Também é importante conhecer os fatores de produção e as tecnologias para se obter bons resultados, portanto é essencial o acompanhamento de um técnico especializado no auxílio ao produtor.
Levantar informações detalhadas a respeito da área de trabalho é uma etapa primordial. Deve-se colher dados sobre as características químicas (histórico da região e análise completa do solo nas profundidades 0-20 centímetros e 20-40 centímetros) e físicas (textura do solo; erosão laminar, sulco ou voçorocas e trilheiros; arbustos, troncos, raízes, tocos e pedras; compactação do solo).
Havendo impedimentos químicos e/ou físicos no solo, para a realização do Plantio Direto da soja na recuperação da pastagem degradada, deve-se fazer a adequação do solo por meio do preparo convencional, de preferência no mínimo seis meses antes do plantio da soja. Dessa forma, elimina-se o impedimento físico e, se necessário, o químico (principalmente a acidez) através da incorporação de calcário e gesso.
Depois desse procedimento, a pastagem se forma novamente pela sementeira que estava no solo ou pode-se usar sementes de pastagens, como Brachiaria ruziziensis ou Brachiaria decumbens e Panicum maximum cv. Tanzânia, misturadas com sementes de aveia, milheto ou sorgo forrageiro. Então, deixa-se o gado pastejar de três a doze meses, retira-se os animais em setembro, desseca-se a rebrota das pastagens e, por fim, faz-se o Plantio Direto da soja com segurança, de outubro a novembro.