Experimento quantifica perdas pelo mofo branco na cultura da soja

Fundação Bahia analisa as perdas causadas pelo mofo branco nas lavouaras de soja do oeste baiano

Nivea Schunk
Sanidade Vegetal

A disseminação do fungo sclerotinia sclerotiorum, conhecido como mofo branco, nas últimas duas safras de soja do oeste baiano motivou um novo estudo promovido pela Fundação Bahia. A cargo da pesquisadora Mônica Martins, o objetivo do projeto é relacionar corretamente o grau de comprometimento da planta com as perdas efetivas de produtividade.

A primeira etapa das atividades aconteceu de novembro de 2008 a abril de 2009, dedicando-se exclusivamente ao trabalho de campo, realizando demarcações das áreas em fazendas e amostras de plantas infectadas. Já, entre abril e setembro, ao terminarem seu ciclo, as plantas foram levadas ao laboratório e os produtores submetidos a um questionário acerca de manejo, cultivares, espaçamento, plantio e altitude.

— Nós atribuímos graus de sintoma às plantas observadas, aferindo notas de zero a quatro. Considerando que zero corresponte à planta sem sintoma e quatro identifica as plantas mortas, conseguimos verificar o número de vagens e a quantidade e peso das sementes. Foi possível até mesmo fazer a identificação e pesagem dos escleródios, estado em que o fungo pode sobreviver até 11 anos no solo. Ele é resistente a químicos, congelamento e calor — informa Mônica.

Ainda em fase de tabulação, o experimento proporcionará uma nova leitura desses dados, permitindo que os agricultores revertam a situação de ataque sistemático do mofo branco à sua soja, valendo-se da medida de controle mais adequada às peculiaridades da sua propriedade.