Foram realizados dois experimentos pela Embrapa Uva e Vinho na pesquisa que teve como objetivo avaliar como a aplicação de nitrogênio afeta o seu teor na folha inteira e pecíolo, na produção e composição da uva pela adubação nitrogenada em videiras no Planalto do Rio Grande do Sul. O primeiro experimento foi realizado com a cultivar Bordô e o segundo com a Couderc 13. Em ambos, as videiras foram pé franco, plantadas em 2001, sendo o solo um cambissolo. As duas cultivares foram submetidas à aplicação de 0, 30, 60 e 90 quilos de nitrogênio por hectare de forma parcelada: no início da brotação, na plena brotação e na floração.
Como conclusão, os pesquisadores verificaram que ao longo do ciclo vegetativo e produtivo a aplicação de nitrogênio ofereceu um aumento no teor total de nitrogênio nas folhas inteiras e nos pecíolos coletados no florescimento e na mudança da cor da uva nas duas cultivares. Por outro lado, foi observado que no florescimento a coleta de folhas inteiras refletiu o aumento no teor de nitrogênio no tecido com o incremento na dose de nitrogênio.
A cultivar Bordô apresentou aumento no comprimento e largura dos cachos com o incremento na dose de nitrogênio. Porém, os pesquisadores explicam que a produção de uva só foi vantajosa com aplicações de 30 quilos de nitrogênio por hectare, visto que doses maiores provocaram doenças.
Já nas videiras da cultivar Couderc 13, a aplicação do nitrogênio não afetou a produção de uva por planta, por hectare e largura dos cachos de uva. Nas duas cultivares, a aplicação do nitrogênio proporcionou um aumento linear no teor de nitrogênio total na baga.
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Alterações do teor de nitrogênio foliar em videiras no Planalto do Rio Grande do Sul