Pesquisadores da Fundação MS simularam nove tratamentos contendo fórmulas de adubo utilizadas no sulco de plantio com as respectivas doses e totais de nitrogênio, fósforo e potássio. Os trabalhos de pesquisa foram realizados em Rio Brilhante, Antônio João, Maracaju e São Gabriel do Oeste, no estado do Mato Grosso do Sul durante a safrinha de 2007. Como resultado, houve respostas à adubação no sulco de plantio em todos os locais, e a maior produtividade foi registrada com a utilização de 380 quilos por hectare (12-15-15) no sulco de plantio, cujo resultado foi superior ao tratamento realizado sem adubo.
De acordo com a tabela 1, nos tratamentos que fornecem doses iguais de fósforo e potássio e doses variáveis de nitrogênio, percebeu-se uma estreita relação entre as dosagens de nitrogênio fornecida e a produtividade do milho safrinha (380 quilos por hectare 10-15-15 e 280 quilos por hectare 10-20-20). Observou-se que no tratamento 8, apesar de fornecer apenas 42 quilos de potássio e fósforo por hectare, quando comparado aos tratamentos 6 e 7 percebeu-se um acréscimo que pode estar relacionado ao fornecimento de uma maior quantidade de nitrogênio no sulco. Segundo os pesquisadores, a sugestão seria a substituição gradual do 07-20-20 (ou 08-20-20) e do 10-20-20 pela fórmula 12-15-15.
Quanto à uréia e o sulfato de amônio, resultados mostraram um bom desempenho. Os dados da Fundação MS comprovaram que em solos de boa fertilidade, há uma baixa resposta à adubação fosfatada e potássica. Porém, os pesquisadores indicam que seja feita pelo menos uma adubação de manutenção que faça a reposição do fósforo e potássio exportados pela colheita do milho safrinha.
Caso esse procedimento utilize a uréia e o sulfato, o produtor precisa realizá-lo em áreas de boa fertilidade. Contudo, se ocorrer um empobrecimento do fósforo e potássio, esses deverão ser repostos através de uma maior adubação na cultura da soja subsequente na intenção de não comprometer a sucessão de culturas. O mesmo acontece com adubação via Map (fosfato monoamônico) e Mapinho (P2O5). A única diferença é que essas fórmulas podem ser associadas à utilização de KCl (cloreto de potássio), apesar de o aproveitamento do potássio no milho safrinha seja dificultado devido à falta de chuvas no período outono-inverno.
Para ver a descrição dos tratamentos contendo as fórmulas de adubo utilizadas no sulco de plantio e os ganhos de produtividade do milho safrinha em cada local em que a pesquisa foi realizada, consulte o documento em anexo.
Resultados da safrinha 2007, em São Gabriel do Oeste (MS), apontam que a resposta do milho safrinha à adubação no sulco de plantio em solos de boa fertilidade registrou forte restrição hídrica na fase vegetativa e reprodutiva no tratamento sem adubo, acarretando diminuição no porte das plantas e problemas de fecundação. Como mostra a figura abaixo, quando não há adubação fica claro o enfraqueciemento das plantas e os problemas de fecundação causados pelo estresse hídrico na fase vegetativa e reprodutiva. Já no tratamento com adubo, pode-se observar que embora ocorram danos ocasionados ao não enchimento dos grãos na extremidade da espiga, as plantas apresentaram porte normal e um melhor padrão de espiga.