A Emater/RS-Ascar está presente na Expoagro Afubra 2012, feira que acontece em Rio Pardo até sexta-feira (23/03), no Parque de Exposições Presidente Hainsi Gralow, e é organizada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), com apoio do Governo do Estado, Emater/RS-Ascar, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa) e Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
No espaço da Emater/RS-Ascar, mais de 80 extensionistas rurais são responsáveis pelas demonstrações e orientações aos agricultores visitantes, em 22 estações temáticas.
Uma dessas estações é a bovinocultura de leite, coordenada pelo assistente técnico do escritório regional da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, Edison França Vieira, e pelos extensionistas Claudiomiro Oliveira, do escritório de Mato Leitão, Bonifácio Gomes e Fernanda Fagundes, de Pantano Grande. O objetivo da estação é conscientizar os agricultores que a ordenha é uma das tarefas mais importantes dentro da atividade leiteira e que pode garantir um produto de alta qualidade, se alguns cuidados forem tomados.
De acordo com Edison, uma estação específica para a bovinocultura de leite é importante, pois “a atividade leiteira é a que mais se adequa à pequena propriedade. Não há limitante, o agricultor pode começar a produção com uma vaca e aumentar o número, além de ser uma atividade simples”. O coordenador explica também que a demanda no mercado por um produto de qualidade é muito grande. “Em algumas regiões, as empresas vão até a propriedade para buscar a matéria-prima”, ilustra o coordenador.
Para a produtora Hildegar Klambark, de Vera Cruz, que há 35 anos investe na produção de leite, “a grande dificuldade é o clima, pois a silagem e a ração ficam muito caras na época da seca”. Apesar da experiência na área dos laticínios, Hildegar explica que precisa investir na infraestrutura para a ordenha. “Quero colocar o encanamento (a vácuo) para ter uma qualidade melhor do produto e vender mais”.
A falta de higiene no processo de ordenha pode afetar a qualidade do produto e a saúde dos animais, conforme afirma o estudante Thomas Antonio Weber, de 17 anos, da comunidade linha Grão-Pará, de Venâncio Aires. “Minha família trabalha com leite há quatro anos. No início, as principais dificuldades eram a falta de conhecimento sobre a produção, as doenças e os tratamentos”. Entre as vantagens da bovinocultura de leite, o jovem aponta o pouco tempo que dedicam ao trabalho em comparação a outras atividades e possibilidade de ter uma renda fixa todo mês.
A extensionista do escritório da Emater/RS-Ascar de Pantano Grande, Fernanda Fagundes, diz que o investimento na produção de leite na Região da Campanha tem aumentado nos últimos anos. “Diversificar na propriedade é importante, em primeiro lugar, por não concentrar toda a renda em uma única atividade. Na Campanha, onde a bovinocultura de leite não é tradicional, é uma boa alternativa de renda. Então estamos fazendo um trabalho mais técnico e mais qualificado aqui na feira, apresentando os passos corretos da ordenha e da higienização, o que aumenta a qualidade do leite”.