O uso do milheto e da aveia com a finalidade de produzir palha para a formação de cobertura morta do solo, em área de plantio de hortaliças folhosas, foi tema de uma reunião prática promovida pelo Instituto Emater, este mês, em Jussara, PR. A reunião foi realizada na propriedade de José Luiz Manrique e teve o acompanhamento do extensionista Bernardo Faccin.
“Em condições de clima quente e solos argilosos, como em nossa região, a cobertura do solo em área de hortaliças é uma prática indispensável para atingir boas produtividades e obter produtos de qualidade”, afirmou Faccin. O técnico explicou que essa cobertura proporciona um ambiente adequado ao desenvolvimento das raízes das plantas, já que retém a umidade e reduz a temperatura do solo. Segundo ele isso é importante principalmente nos períodos de altas temperaturas. Além disso, a cobertura morta reduz o descarte de folhas do terço inferior das plantas devido à aderência de terra provocada pelo respingo das chuvas e irrigação.
O experimento com milheto e aveia foi implantado na propriedade de Luiz Manrique há mais de dois anos, numa parceria entre a o Instituto Emater e o produtor. Desde então, a prática vem sendo utilizada com sucesso na propriedade, substituindo satisfatoriamente outras formas de cobertura utilizadas anteriormente pelo produtor. “O milheto, sendo uma cultura de verão, é plantado nas épocas quentes do ano, enquanto que a aveia é utilizada no inverno. Dessa forma, o produtor tem o ano inteiro uma opção de cobertura do solo fácil de produzir e de baixo custo, sem ter que lançar mão de outras alternativas, que em geral têm custos elevados”, afirmou o extensionista.
Anteriormente o produtor usava o bagaço de cana-de-açúcar como cobertura morta na área de produção de folhosas. O produtor era adquirido na usina de álcool do município. Além de caro, o produtor ainda gastava com o frete e mão de obra para distribuição do material nos canteiros. José Luiz Manrique afirmou estar satisfeito com os resultados do emprego da nova tecnologia, principalmente porque houve significativa redução da mão de obra e dos custos de produção das folhosas, sem prejuízo à produtividade.
Na ocasião, os produtores, em especial os iniciantes na atividade, tiveram a oportunidade de conhecer todas as tecnologias empregas pelo produtor nas diversas etapas do processo de produção de alface a céu aberto nos períodos mais quentes do ano. Manrique é produtor tradicional de hortaliças, sendo a alface sua principal cultura e está há mais de 35 anos na atividade.
Mais informações: Bernardo Faccin, da Unidade municipal do Instituto Emater de Jussara – (44) 3628 1488 - E-mail: [email protected]