Uma estratégia viável de fertilização em áreas corrigidas é a adubação de manutenção que visa repor a exportação de nutrientes. Esse tipo de aplicação é recomendado para áreas cujos teores de nutrientes de solo estejam em níveis altos ou adequados, ou seja, acima do nível crítico de 90% do rendimento potencial.
De acordo com a Fundação MS, o processo consiste na adição de quantidades de nutrientes exportados em função da expectativa de produtividade mais as perdas do sistema.
A adubação de manutenção é indicada, principalmente, em áreas corrigidas nas quais os teores de fósforo e potássio estejam adequadas. A pesquisa da Fundação MS mostra que, para o fósforo, em geral, o acréscimo devido às perdas varia de 20 a 30% da exportação. Já no caso do potássio, é observado um acréscimo de 10% da exportação devido às perdas.
Tomando por base as informações da tabela, podemos citar um exemplo hipotético de aplicação da adubação de manutenção: Em uma expectativa de produtividade de 60 sacas por hectare de soja, com uma exportação de 36 quilos por hectare de fósforo e 72 quilos de potássio e um aproveitamento de 70% do fósforo e 90% do potássio, a dose de fósforo e potássio de manutenção a ser aplicado será de 50 quilos de fósforo e 70 quilos de potássio por hectare.