Extração e Exportação de Nutrientes pelo Milho Safrinha

Fundação MS comprova que 89% do fósforo, 63% do nitrogênio e 63% do molibdênio, que são absorvidos pela planta, saem da lavoura pela colheita dos grãos

Aline Jesus
Solo

Em experimentos conduzidos pela Fundação MS, o fósforo, o nitrogênio e o molibdênio aparecem na lista de nutrientes que são exportados em maior volume em relação ao total extraído. Pesquisas comprovaram que 89% do fósforo, 63% do nitrogênio e 63% do molibdênio que são absorvidos pela planta durante o ciclo saem da lavoura pela colheita dos grãos.

O milho em especial, apresenta uma taxa de extração e exportação de nitrogênio relativamente alta. Em contrapartida, o fósforo que é fortemente exportado, acaba sendo extraído em menor volume quando comparado ao nitrogênio e o potássio. Este último também é altamente extraído, porém, apresenta baixa exportação, indicando a alta capacidade de reciclagem do nutriente pela cultura.

Para que o solo não empobreça, o nitrogênio e o potássio merecem atenção especial e devem ser atendidos prioritariamente na adubação de reposição. Essa preocupação já não ocorre com relação ao cálcio e ao magnésio devido ao cultivo do milho safrinha, via de regra realizado em áreas com acidez corrigida com calcário e/ou gesso, fontes destes nutrientes.

Segundo os pesquisadores da Fundação MS, as áreas que já vêm utilizando o gesso agrícola, nos últimos três anos, apresentam altos teores de enxofre, além de permitirem a utilização de fertilizantes sem a presença do nutriente. Apesar disso, se os teores nas camadas superficial (0-20 centímetros) e subsuperficial (20-40 centímetros) estiverem baixos, será necessária a adubação com o nutriente.

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