Para entender a estrutura do genoma do feijão comum e das espécies a ele relacionadas, a pesquisadora Andrea Pedrosa Harand, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), elaborou o projeto “Evolução do gênero Phaseolus através do mapeamento comparativo de BACs”. O objetivo é contribuir para o melhoramento genético da espécie, principal leguminosa produzida em países da América Latina e África.
Em primeiro lugar, foram mapeados os Cromossomos Artificiais de Bactérias (BACs) na espécie principal do feijão, através de técnicas de citogenética molecular. Atualmente, os clones escaneados estão sendo utilizados nas categorias próximas do Phaseolus, como por exemplo na fava, tipo cultivado no nordeste brasileiro, e em outras espécies selvagens. De acordo com Andrea, isto serve para entender as semelhanças e diferenças genômicas entre os feijões.
A pesquisadora explica que o feijão comum possui 11 cromossomos distintos e, por isso, foi necessário ter à disposição uma biblioteca de sequências genômicas com marcadores para todos os cromossomos. Após serem selecionados e mapeados, os clones passaram pelas metodologias de hibridização em membrana e Hibridização In Situ Fluorescente (FISH), para a análise biomolecular e citogenética nas outras espécies próximas ao feijão comum.
Em nível cromossômico, os resultados do trabalho mostram que existem poucas diferenças genômicas entre as categorias de Phaseolus, o que pode acarretar um melhoramento mais fácil tanto do feijão comum quanto da fava.
— Esse conhecimento do feijão comum, sem dúvida, vai auxiliar no sequenciamento do genoma no futuro desenvolvimento de marcadores que podem ser aplicados no melhoramento da espécie – conclui Andrea.