Com a vantagem da baixa oscilação de preços, o feijão destinado à exportação pode ser uma boa alternativa para os agricultores brasileiros, alguns já dentro desse mercado de sucesso. A procura é grande, mas é preciso estar atento às exigências, bem diferentes das nacionais. Para começar, o produtor deve procurar a orientação de instituições competentes, além de focar na finalidade do produto. Só assim é possível direcionar o manejo adequado. No entanto, uma coisa é certa: o mercado internacional exige grãos graúdos. Já a certificação, pode ser um diferencial dependendo de cada caso.
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Segundo Michela Okada, analista da Embrapa Arroz e Feijão, a atual conjuntura do feijão para exportação, tem, basicamente, dois segmentos no Brasil. Um deles é o feijão destinado à comunidade de brasileiros vivendo em outros países, onde se exporta muito o feijão carioca. Outro segmento é a população local. No entanto, poucos são os produtores que exportam o feijão. Os que exportam, têm conseguido sucesso.
— Uma grande vantagem da exportação em relação ao mercado interno é a estabilidade de preços, mesmo com a variação cambial. Os preços internacionais são mais estáveis, mas existe o problema da variação cambial. Além disso, se o produtor cultivar uma variedade que existe em muitos mercados consumidores, ele sempre terá um comprador — afirma a analista.
Michela fala da importância do bom manejo da cultura dentro da porteira. Para ela, dependendo do país que vai adquirir o grão, o produtor deve buscar uma finalidade diferente. De acordo com ela, o produtor pode vender a granel ou em lata, por exemplo. No segundo caso, um aspecto de qualidade importante é o grão estar intacto, o que está relacionado com o manejo no campo.
— O volume de produção também é relevante. Se o produtor tem 50t de feijão para exportação, mas o cliente precisa de 2000t, ele não conseguirá vender. Portanto, um fator importante é alcançar um bom volume de produção anual — explica.
Já entre as exigências internacionais, o tamanho do grão é prioridade. Michela conta que, em geral, um grão de maior valor agregado é o arredondado, dependendo da variedade de feijão. Se for branco alúbia, por exemplo, prefere-se o graúdo longo. Quando o assunto é a certificação, a analista fala que ela é importante para a produção do feijão orgânico.
— No entanto, isso depende muito do país para o qual o produto será exportado — diz.
Ao decidir exportar
Se o produtor conta com recursos e quer começar com uma estrutura completa, a analista orienta a buscar apoio de órgãos públicos, como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No entanto, existe ainda o pequeno produtor, que deseja entrar no negócio, mas não tem ideia do que fazer. Nesse caso, é recomendado procurar uma associação ou cooperativa que já trabalhe com exportação.
— Tanto para um quanto para outro, um ponto importante é a existência de grupos comerciais de feijão de interesse para exportação. Isso é obtido com corretores internacionais, pois cada país importador tem uma demanda diferente — afirma.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Arroz e Feijão através do número (62) 3533-2110.
