Grão tipo preto, alto potencial produtivo e ciclo semi-precoce são as características mais marcantes da nova cultivar de feijão lançada pela Embrapa. A BRS Campeiro, que começa a chegar ao mercado, apresenta ainda porte ereto e boa resistência ao acamamento, durante todo o seu ciclo.
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De acordo com o pesquisador Elton Santos Pereira, da Embrapa Arroz e Feijão, nos experimentos conduzidos nas redes de ensaio, portanto em condições ideais de emprego de tecnologia, o potencial produtivo da BRS Campeiro chega a 4.300 quilos por hectare. Em lavouras comerciais, essa produtividade pode variar de acordo com as condições gerais de cultivo. De qualquer forma, segundo ele, mesmo em condições comerciais, seu potencial produtivo é maior que o das cultivares normalmente plantadas.
Com relação ao ciclo, entre a emergência à maturação fisiológica, a média é de 85 dias, cerca de 10 a menos que as cultivares de feijão preto mais utilizadas. Em termos de manejo, a BRS Campeiro não requer manejo especial, podendo ser cultivada como as outras. É recomendada para GO, MT, MS, RS, SC, PR, SP e também para algumas regiões da Região Nordeste.
— No quesito sanidade, o material apresenta moderada resistência à antracnose, é resistente ao vírus do mosaico comum e possui também bom nível de tolerância à murcha de fusarium — detalha o pesquisador.
A BRS Campeiro é resultado de uma parceria entre a Embrapa Arroz e Feijão, Embrapa Trigo, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Coopercampos, CEFET - Pato Branco (PR), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e a Embrapa Transferência de Tecnologia.
