Em estudos realizados pela Embrapa Trigo, os pesquisadores verificaram o relato de diversos autores que em solos tropicais e subtropicais com intenso revolvimento, 50 % da matéria orgânica original do solo é perdida, num período de 15 a 23 anos de cultivo. Para eles, a maior consequência foi a elevada taxa de decomposição da matéria orgânica e o intenso processo erosivo nos solos, submetidos ao sistema de preparo convencional.
No experimento, foi avaliado o efeito de sistemas de manejo do solo na fertilidade de um latossolo vermelho distrófico típico, em Passo Fundo (RS), de 1993 a 2005. Os quatro sistemas de manejo de solo foram: Plantio Direto, cultivo mínimo, preparo convencional de solo com arado de discos e com grade de discos e preparo convencional de solo com arado de aivecas e com grade de discos, em três sistemas de rotação de culturas (trigo, soja, ervilhaca, milho, sorgo e aveia branca), incluindo como testemunha um fragmento adjacente de floresta subtropical.
Realizado em blocos completos ao acaso, o experimento foi feito com parcelas subdivididas e três repetições. Os valores de pH, fósforo extraível e potássio disponível diferiram entre os sistemas de manejo de solo. Um acúmulo de fósforo e potássio ocorreu na camada superficial sob Plantio Direto. Percebeu-se que, devido às condições climáticas em 2003, não houve diferença do nível de matéria orgânica entre Plantio Direto e floresta subtropical, em todas as camadas estudadas.
Como resultado, verificou-se que o nível de molibdênio e os teores de fósforo e potássio apresentaram-se mais elevados na camada 0 a 5 centímetros, em comparação com os observados de 15 a 20 centímetros de profundidade, em Plantio Direto. A floresta subtropical apresentou valores de pH, cálcio, fósforo e potássio menores do que nos sistemas de manejo de solo.