Fitoparasitas em controle

Moléculas de nematóides inimigos da algodoeira e da soja podem ser identificadas precocemente em solos e raízes

Breno Fonseca
Nematóides

A seleção de marcas moleculares das nematóides fitoparasitas é o principal objetivo do projeto realizado pela pesquisadora Maria Cristina Rocha Cordeiro, da Embrapa Cerrados. Tudo para que possam esses parasitas ser reconhecidos em amostras de campo desconhecidas.

Basicamente, o experimento consiste na criação de amostras de nematóide parasita, na extração do DNA e na seleção de sequências de óleos nucleotídeos, chamados prainers, em reação de polimerase em cadeia, de forma que essa reação amplifique um fragmento que seja específico a uma espécie de nematóide.

De acordo com Maria Cristina, a metodologia utilizada mimetiza um pouco a reaplicação do DNA dentro da planta. O processo é composto de três etapas que se sucedem várias vezes. A primeira fase é a desnaturação do DNA, a segunda, o amelamento de prainers e a terceira, a polimerização de novas sequências específicas em consequência do amelamento. Como esse sistema se repete, os fragmentos amplificados podem ser visualizados em um gel de eletroforese. Os nematóides estudados foram o Rotylenchulus renifornis, parasitóide do maracujazeiro e do algodoeiro, o Pratylenchus brachyurus, atualmente muito presente nas plantações de soja, e o Heterotera glycines, chamado nematóide cisto que ataca também a soja. Maria Cristina Cordeiro explica que essas espécies são endoparasitas, que entram pela raiz da planta e a destroem.

Ainda em andamento, a pesquisa “Identificação molecular de nematóides fitoparasitas” obteve resultados que ainda estão sendo otimizados.

— Uma vez otimizados, poderemos identificar em amostras desconhecidas para poder dizer ao produtor se a área está ou não contaminada com essas espécies de fitonematóides e a quantidade presente no solo. Se estiver contaminado, ele vai poder pensar numa estratégia de controle para minimizar as perdas.