Fitotoxicidade de fungicidas na cultura da soja

Alguns grupos de variedades apresentam maior sensibilidade a alguns fungicidas e em condições de estresse para as plantas.

Margareth Santos
Manejo

A ocorrência de fitotoxicidade após a aplicação de fungicidas na cultura da soja está diretamente associado à sucessão de três fatores básicos como seus principais indutores: o tipo de fungicidas, o grupo de variedades e as condições climáticas. Sendo mais comum o surgimento de sintomas característicos denominados de “folha carijó”.

O problema tem acontecido, principalmente, após anos de ocorrências de algum tipo de estresse na cultura, estando relacionado a períodos quentes e secos, ocorridos antes ou logo após as aplicações. Observações a campo e em áreas experimentais indicam que os três fatores apresentam percentuais diferentes na participação do problema.


De acordo com a Fundação MS, alguns grupos de variedades apresentam maior sensibilidade a alguns fungicidas e em condições de estresse para a plantas, sobretudo a falta de umidade do solo e do ar além de temperaturas elevadas, concorrem para o surgimento dos sintomas da fitotoxicidade. Principalmente quando estas interações acontecem em pulverizações após o estágio R5 (saiba mais sofre a fenologia da soja) da cultura.

Entretanto, nem sempre o problema ocorre, mesmo nas variações mais sensíveis. É necessário, na maioria dos casos, que haja a interação dos três fatores mencionados anteriormente.