Avaliar fontes alternativas de biomassa para a produção do etanol de segunda geração é a ideia do projeto “Etanol – LC”, coordenado pelo pesquisador Marcelo Ayres Carvalho, da Embrapa Cerrados, em parceria com a Embrapa Agroenergia, universidades e outras unidades da empresa. Quatro tipos de matérias-primas serão checadas quanto ao seu potencial produtivo: plantas forrageiras, como braquiária, panicum e capim-elefante; sorgo; bagaço e palhada da cana; e espécies de árvore, como pinus, eucalipto, tachi e paricá.
— O sucesso da pesquisa trará aos produtores uma nova utilização para os seus produtos, oferecendo a opção deles direcionarem a comercialização da produção baseada nos valores de venda da biomassa. Outro detalhe é que a indústria sucroalcooleira não pode mais se expandir, nem ser cultivada em todos os biomas, por isso, o experimento descobrirá algumas espécies que serão utilizadas nos lugares em que não se pode produzir a cana — esclarece.
![]() |
Alternativa para |
O trabalho, que começa em fevereiro deste ano e vai até 2014, irá verificar a quantidade de biomassa produzida num sistema diferenciado, caracterizá-la fisica e quimicamente para detectar o grau de conversão, e definir qual dos materiais é mais adequado. Será analisado também o quanto de álcool será produzido a partir de cada uma das biomassas, além de estudos sobre a sua viabilidade econômica.
— Hoje, procura-se um avanço tecnológio para a produção de biocombustíveis mais limpos, visando a redução das emissões de gás carbônico, diretamente associado ao aquecimento global, e também alternativas ao petróleo. Os recursos disponíveis nos permitem retomar as buscas por outras fontes que possam aumentar a produção do etanol, já que temos a perspectiva de no futuro substituirmos os derivados do petróleo por combustíveis renováveis, a exemplo do etanol — comenta.
