A Universidade Estadual de São Paulo realizou um trabalho com o objetivo de avaliar o efeito de fertilizantes nitrogenados, em duas épocas de aplicação (na semeadura ou na fase de perfilhamento), em três cultivares de arroz de terras altas.
O experimento foi conduzido na Fazenda de Ensino e Pesquisa da UNESP, localizada no município de Selvíria (MS), num Latossolo Vermelho Distroférrico típico. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso em um esquema fatorial (3x3x2), ou seja, três cultivares, três fontes de nitrogênio e dois parcelamentos.
Os tratamentos foram constituídos pelas cultivares: IAC 202, Primavera e Talento, utilizando 3 fontes de nitrogênio (Entec - 26% de nitrogênio, apresentando grânulos revestidos por cera e liberação gradativa do nitrogênio; sulfato de amônio; e ureia), aplicados totalmente na semeadura (100 quilos por hectare) ou em cobertura (100 quilos por hectare) no perfilhamento.
O preparo do solo foi realizado com uma aração e duas gradagens, com posterior semeadura das cultivares de arroz. Utilizou-se a densidade de semeadura de 70 sementes por metro, com a semeadura realizada em 12 de novembro de 2004. As adubações com fósforo, potássio e micronutrientes foram baseadas na análise do solo do experimento e na tabela de recomendação de adubação para a cultura do arroz irrigado para o estado de São Paulo.
A produtividade de grãos foi influenciada pelas épocas de aplicação, mas não pelas cultivares ou fontes nitrogenadas. As cultivares IAC 202 e Primavera foram mais produtivas do que a Talento.
Adicionalmente, a aplicação de N em cobertura proporcionou maiores produtividades do que quando da aplicação de nitrogênio todo na semeadura. De acordo com o trabalho, recomendam-se as cultivares IAC 202 ou a Primavera e a aplicação de nitrogênio em cobertura no perfilhamento das plantas de arroz.