Fontes de nitrogênio na cultura do milho

Uréia, nitrato de amônio e sulfato de amônio apresentam desempenho equivalente no incremento de 15 a 20 sacas por hectare na produtividade em relação à testemunha (sem nitrogênio cobertura).

Margareth Santos
Manejo

Usando a dose de 100 quilos de nitrogênio por hectare foi possível obter as máximas produtividades, independente da fonte utilizada, de acordo com a Fundação MS. As três fontes testadas (uréia, nitrato de amônio e sulfato de amônio) apresentaram desempenho equivalente, proporcionando incremento de 15 a 20 sacas por hectare na produtividade em relação à testemunha (sem nitrogênio cobertura), e mostrando-se como opções interessantes no fornecimento de nitrogênio para a cultura do milho.

Com objetivo de avaliar a resposta do milho à utilização de doses crescentes de nitrogênio em cobertura (0, 50, 100, 150 quilos de nitrogênio por hectare) em V3 (3 folhas), foram realizados testes na Fazenda São Cristóvão, em Aral Moreira (MS). Eles indicaram altos índices de produtividade na testemunha (próximas a 150 sacas por hectare e 90% do rendimento potencial), com a simples utilização de 30 quilos de nitrogênio por hectare via adubação de base. O resultado só foi possível em virtude do alto teor de matéria orgânica (M.O.) da área e da ausência de restrição hídrica durante a safra.

É importante ressaltar que quando foram obtidas produtividades próximas a 170 sacas por hectare, houve também uma alta exportação de nitrogênio, em torno de 160 quilos por hectare, o que indica a necessidade de fornecimento de doses altas de nitrogênio, entre 100 e 150 quilos por hectare, que juntamente com a reserva do solo irão suprir a planta.

Trabalho semelhante em Naviraí (MS)

A Unidade Demonstrativa e Experimental COPASUL conduziu trabalho parecido com o de Aral Moreira, na cidade de Naviraí (MS), em solo arenoso (20% argila) e com baixo teor de M.O. (1,5%), com o objetivo de avaliar a resposta do milho à utilização de doses crescentes de nitrogênio com cobertura (0, 50, 100, 150 quilos de nitrogênio por hectare) em V3 (3 folhas), fornecido através de diferentes fontes (uréia, nitrato de amônio e sulfato de amônio).

Os potenciais produtivos foram menores aos obtidos em Aral Moreira, em função dos baixos teores de M.O. (baixa reserva de nitrogênio) e a presença de restrição hídrica durante a safra. Porém, houve respostas técnicas expressivas à utilização de nitrogênio em cobertura, que foram até as maiores doses de nitrogênio aplicadas, sobretudo para o sulfato de amônio, que incrementou a produtividade em 27,6 sacas por hectare em relação à testemunha (sem nitrogênio em cobertura) e se destacou perante as demais fontes.

Concluiu-se que na média das fontes, a dose econômica para adubação nitrogenada em cobertura deve ficar entre 100 e 120 quilos de nitrogênio por hectare.