O Brasil importa aproximadamente 90% do fertilizante de potássio utilizado na adubação na agricultura nacional. A diminuição dessa demanda é uma política do Ministério da Agricultura, que fomenta pesquisas conduzidas pela Embrapa. Em busca de fontes alternativas da substância, diversas unidades da empresa vêm atuando em consórcio desde 2002.
O pesquisador Antonio Marcos Coelho, da Embrapa Milho e Sorgo, explica que as avaliações preliminares contemplaram tanto materiais naturais quanto alguns subprodutos das mineradoras com potencial de fornecimento da substância.
![]() |
Subprodutos das |
— Estamos testando dois elementos: uma rocha oriunda do município de Itabirita, Minas Gerais, com 5% de potássio total, e um resíduo da extração do manganês, que apresenta 10% de concentração — afirma ele.
Aplicados no solo em diferentes doses, os produtos manipulados com granulometria menor que 2 milímetros são comparados às fontes tradicionais nas lavouras de soja, milho e milheto. Avaliações quanto à capacidade de produção, estado nutricional das culturas e fertilidade do solo durante a condução dos trabalhos também são realizadas a cada ano.
![]() |
O experimento imple- |
O experimento, implementado nas plantações em sistema de rotação e sucessão de culturas, respeita os modelos produtivos utilizados pelos agricultores. Os resultados têm mostrado que o aproveitamento das fontes não tradicionais para o milho é bastante satisfatória. Por outro lado, os ensaios relativos ao milheto e à soja, apresentaram índices inferiores.
Coelho ressalta que a grande limitação consiste na baixa concentração do adubo natural nesses elementos disponíveis, compromentendo a capacidade de transporte para comercialização do produto. Ainda assim, segundo ele, os fertilizantes alternativos devem estar disponíveis no próximo ano e a substituição parcial das fontes solúveis de cloreto de potássio será uma questão de tempo.

