A fertilidade de gemas, a quebra de dormência das gemas, o bom desenvolvimento dos brotos e a estrutura das plantas são fatores que contribuem para a eficiência do uso do sistema de conduão GDC. Após a formação das plantas, sua estrutura dependerá do vigor implementado ao broto escolhido durante a formação. Assim que o enxerto brotar, é necessário tomar algumas recomendações como:
- aplicar adubo nitrogenado à base de nitrato, em cobertura, a cada 20 a 30 dias, cerca de 150 quilos de nitrogênio por hectare;
- controlar as plantas daninhas;
- manter o controle de doenças fúngicas como o míldio e ferrugem;
- manter o controle das formigas;
- manter a irrigação no período seco;
- não usar herbicidas até o segundo ano;
- fazer a grampeação contínua e despontes dos ramos.
No sistema GDC, as plantas ímpares são formadas com dois braços (cordões) em um dos arames. Já as pares são formadas com dois braços no outro arame, sendo necessário 3.300 mudas por hectare para um espaçamento de um por três metros. A Embrapa Uva e Vinho informa que se a formação das plantas for com quatro braços oriundos do mesmo pé, o produtor deve seguir os seguintes passos:
- após o enxerto brotar, é escolhido o broto mais vigoroso que deve ser conduzido no tutor até ultrapassar o arame de fixação do tutor, em cerca de 40 centímetros. Os brotos primários ficarão abaixo para serem conduzidos em direções opostas, perpendicularmente em direção da rua.
- quando os dois brotos ultrapassam os arames laterias de sustentação (40 centímetros) eles são despontados na posição dos arames, deixando-se novamente os brotos secundários abaixo do arame para serem conduzidos em direções opostas sobre o arame de sustentação. Com isso eles serão despontados novamente a um metro de comprimento.
Os pesquisadores observaram que as plantas ficaram com a forma da letra H no final da formação, ou seja, com quatro braços de 1 m de comprimentos oriundos da mesma planta.