Formulação natural no combate à fusariose em fruteiras

Moléculas com propriedades microbianas testadas em mamoeiro e bananeira tiveram resultados bastante promissores

Nivea Schunk
Sanidade Vegetal

Na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), pesquisas para utilização de plantas medicinais no controle de fitopatógenos identificaram fontes vegetais de moléculas com propriedades microbianas capazes de combater a fusariose, importante moléstia da fruticultura. Liderado pelo professor Marcelo Barreto da Silva, o projeto visa disponibilizar defensivos adequados às exigências mercadológicas cada vez mais duras com relação a presença de resíduos químicos na agricultura.

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Com menores preços devido ao próprio processo de desenvolvimento, os defensivos vegetais são totalmente degradáveis e bastante seguros. O professor enfatiza que é preciso considerar não só os custos de produção de uma atividade agrícola, como também o valor agregado aos alimentos tratados com as novas tecnologia limpas. Pomares e lavouras cultivadas com produtos naturais alcançam melhores preços de mercado.

— Dentro de dois ou três anos pretendemos disponibilizar uma formulação para ser usada pelo agricultor. Nossa ênfase tem sido em pós colheita, especialmente o mamão, com forte apelo de exportação. Sabemos que esses mercados consumidores têm grandes preocupações com a contaminação por agrotóxicos, inclusive, fazendo monitoramento nos postos de chagada — diz ele.

Ainda na etapa laboratorial, os resultados se equiparam ao desempenho dos produtos  convencionais. A fase seguinte contemplará estudos de resíduos e penetração do fruto instalados inicialmente em estufas e casas de vegetação. Depois, os testes deverão passar aos pomares de produtores locais. Com ênfase na ação de flavonóides sobre o mamoeiro e a bananeira, a expectativa é que a validação da  alternativa viabilize o uso da tecnologia em outras culturas.

— Os resultados são bastante promissores, já conhecemos as plantas potenciais. Os agroquímicos têm um princípio ativo responsável por matar os microrganismos predadores da plantação.  E a formulação tem o que chamamos veículo, ou seja, o componente que permite aos produtores, em condições de campo, preparar uma calda para imergir os frutos. Em breve teremos a validação de campo — compara.