A reforma de pastagens é essencial para garantir a renovação e a contínua produtividade do pasto, evitando assim, quedas na produção. No entanto, existem algumas particularidades que variam de acordo com cada região, como a diferença de clima e solo, por exemplo. Segundo Carlos Maurício de Andrade, pesquisador da Embrapa Acre, existe uma condição particular de solo no Estado do Acre, eles possuem facilidade de encharcamento e são muito úmidos. Por isso, as forrageiras a serem utilizadas na região precisam ser bastante tolerantes a essa umidade.
|BARRA_AUDIO|
— A Embrapa vem pesquisando nos últimos 15 anos as forrageiras adaptadas a essa condição para reformar pastagens. Hoje, temos várias opções, como a grama-estrela-roxa, o capim pangola, a braquiária humidícola, o amendoim forrageiro e o capim-xaraés, além de algumas outras opções para os produtores da região — afirma o pesquisador.
Para ele, o processo de reforma de pastagens exige um planejamento que inclui não apenas a escolha da planta forrageira correta para um determinado tipo de solo, mas também a análise de solo para identificar se existem deficiências de nutrientes que podem impedir que essa pastagem se forme da forma mais adequada.
— O produtor precisa fazer análise de solo. Após isso, ele deve pedir orientação a um agrônomo que fará a recomendação da quantidade de calcário e de fertilizantes — orienta.
De acordo com Andrade, o principal benefício da renovação é tornar a pastagem produtiva novamente. Ele diz que a degradação de pastagem é um problema sério, não só no Estado do Acre, como em toda a região amazônica.
— Ela causa grande prejuízo ao produtor porque, além dos custos das despesas para a reforma da pastagem, ele perde capacidade de suporte e produção durante o período no qual a pastagem está degradada. O que temos recomendado então é que os produtores comecem o planejamento mais cedo. Geralmente, no mês de abril ou maio — conta ele.
A reforma pode ser feita com forrageiras plantadas por mudas ou por sementes, como explica o pesquisador. O plantio por sementes deve ser feito no início do período chuvoso e, nas condições do Acre, geralmente no mês de outubro.
— Já o plantio por muda deve ser feito um pouco mais tarde, quando o solo apresenta mais umidade. Ele geralmente é feito a partir do final de novembro até fevereiro — explica.
Com relação a pragas e doenças, Andrade afirma que o produtor deve escolher as forrageiras que são menos suscetíveis a esses problemas como a cigarrinha das pastagens. Além disso, ele deve procurar diversificá-las e ter atenção à questão das plantas daninhas.
— Antes de renovar as pastagens, o produtor deve se informar sobre quais são as espécies de plantas daninhas que ocorrem naquela área para que ele possa cuidar do problema depois do plantio — orienta o pesquisador.
Ele afirma ainda que uma pastagem degradada praticamente não produz. Segundo ele, pastagens produtivas no Estado do Acre produzem, em pecuária de corte, em torno de 10 a 15 arrobas por hectare ao ano. Em pastagens degradadas, o produtor consegue produzir de 2 a 4 arrobas por hectare ao ano. O mesmo ocorre na pecuária leiteira.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Acre através do número (68) 3212-3200.
