Fundação ABC estuda variáveis do mofo branco

Pesquisa já consegue identificar algumas fases do ciclo da doença em relação às variáveis metereológicas e tenta criar sistema de monitoramento

Kamila Pitombeira
Sanidade Vegetal

Com um projeto específico que estuda o desenvolvimento da esclerotinea, mais conhecida como mofo branco, a Fundação ABC promete falar sobre o estudo durante o Show Tecnológico de Verão da instituição, que acontece nos dias 16 e 17 de fevereiro, em Ponta Grossa (PR).

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– A partir do momento que temos um bom conhecimento sobre o desenvolvimento da doença e os parâmetros agrometeorológicos, podemos desenvolver um sistema de monitoramento contra o mofo branco – afirma Rodrigo Tsukahara, coordenador de pesquisa do setor de agrometeorologia da Fundação ABC.

Os sintomas da infecção são característicos e conhecidos por grande parte dos agricultores. Entre eles, Rodrigo citou a formação de hemisférios brancos e pequenos cogumelos na soja e no feijão. Mas, apesar da fácil identificação, o controle da doença é complicado.

– Nos últimos dois anos, os danos têm sido mais evidentes, independente da região ou do cultivar. Os índices de esclerotinea foram mais freqüentes nas safras 2007 e 2008. Mas há perspectiva de que sejam altos também nas safras 2010 e 2011 – disse o coordenador.

Segundo os estudos da ABC, fatores como temperatura e umidade relativa do ar e do solo, além da duração do molhamento folhar são considerados fortes agravantes para o desenvolvimento da doença. De acordo com Rodrigo, regiões que trabalham com sistemas de plantio usando irrigação e regiões de maior altitude e menor temperatura sofrem mais.
 
Para o controle da doença, são utilizados conceitos como o manejo integrado, que trabalha com cultivares mais tolerantes ao desenvolvimento do mofo, produtos químicos de maior eficiência, agentes biológicos que controlam naturalmente a incidência dos fungos, diferentes estratégias de tecnologia de aplicação de fungicidas e rotação de culturas.
 
– Não há uma medida única, mas sim um conjunto de medidas. O manejo integrado traz um benefício muito maior que a simples utilização de fungicida – afirmou Tsukahara.
 
Além disso, segundo o coordenador, já existem estudos para identificar cultivares que, geneticamente, possuam ramificações menores. Há ainda outros cultivares capazes de fazer com que o ácido oxálico, desenvolvido através do contato do fungo com a folha, seja espalhado pela planta numa velocidade menor. Mas, por enquanto, essas pesquisas estão em fase inicial. Portanto, ainda não existem resultados definidos.

Para maiores informações os produtores podem entrar em contato com a Fundação ABC pelo telefone (42) 3232-2662.