Fundação MS tem 16 fungicidas de combate a doenças da soja

Doenças podem reduzir até 20% da produtividade

Juliana Royo
Manejo

Existem hoje 16 tipos diferentes de fungicidas para combater doenças da cultura da soja, todos registrados no Ministério da Agricultura. A Fundação MS está com trabalho de pesquisa específico para desenvolver os fungicidas há quatro safras, desde a safra 2005/2006 e conseguiu chegar aos 16 tipos este ano. As doenças podem acarretar perdas de até 20% no rendimento da soja.

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A maioria dos fungicidas é para o controle da pior doença da cultura, que é a ferrugem da soja. Na última sexta-feira, o pesquisador Ricardo Barros falou sobre os 16 tipos de fungicidas em uma palestra promovida pela Fundação MS, em Dourados, no Mato Grosso do Sul. Barros explicou que para combater a ferrugem da soja é necessário usar produtos que tenham estrobilurina e triazóide, que são dois grupos químicos de fungicidas. A mistura dos dois elementos também servem para o combate de outros tipos de doença.

— Hoje, nós temos um programa de controle de doenças que envolve, no mínimo, três grupos químicos que seriam o bezemidazol, a estrobilurina e o triazol. Além do controle da ferrugem da soja, que é muito importante, também temos materiais sensíveis à Mancha Alvo, doença que está ganhando importância e preocupa os produtores do Mato Grosso do Sul — lembra.

Barros explica que os preços podem variar de acordo com a marca escolhida pelo produtor e também pela quantidade comprada por ele, mas em geral os fungicidas custam o equivalente a 1,3 saco de soja por aplicação (o saco de soja custa cerca de R$ 30). O número de aplicações também varia bastante, de uma a quatro aplicações dependendo do tipo da doença e, principalmente, da época de plantio e do ciclo da variedade da soja que está sendo plantada.

O clima também interfere no número de aplicações. Em algumas áreas do Mato Grosso do Sul foi possível realizar apenas uma aplicação do fungicida que contém estrobilurina e triazóide na soja plantada em outubro. A partir de novembro, ciclo semi precoce, a soja precisa de duas a três aplicações dependendo da região e do clima.

— A regra em geral é: materiais plantados mais cedo, de ciclos mais curtos, requerem menos aplicações, materiais plantados mais tarde, de ciclo mais longo, necessitam de mais aplicações com intervalos menores entre elas. No início da safra, conseguimos fazer aplicações com intervalo de 28 a 30 dias, a partir do momento em que chega em novembro, o intervalo cai para 15 dias — ensina.