Nos últimos dois meses, a Fundação MS está avaliando o desempenho dos genes de resistência à ferrugem asiática que compõem variedades de soja recomendadas para outros Estados, nas condições do Mato Grosso do Sul. O objetivo é observar a ação da doença nesses materiais melhorados para validar técnicas de manejo mais adequadas à realidade local.
Por enquanto, o interesse é incentivar o aumento de opções adaptáveis à região disponíveis no mercado, mas o pesquisador Ricardo Barros, responsável pela iniciativa, revela que numa segunda fase o foco dos testes será a indicação de variedades específicas para os sojicultores locais.
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"A evolução mais len- |
Implementados mais ao norte, em São Gabriel do Oeste e no centro sul do estado, em Maracajú, os experimentos de campo comparam cultivares tolerantes e suscetíveis pertencentes ao mesmo grupo de maturação das vagens.
— É fundamental que ambas recebam as mesmas possibilidades de inóculo, de progresso da doença ao longo do seu ciclo. Então, nós escalonamos o número e a época de aplicação de fungicidas, visando definir o método mais eficaz de manuseio desses agroquímicos — afirma.
De acordo com Barros, os primeiros resultados práticos estão previstos para março de 2010. Até o momento, lesões causadas pelo fungo já foram constatadas nas áreas experimentais. No entanto, o grande diferencial é que o material resistente não permite o inóculo secundário, evitando a multiplicação interna na plantação.
— Deste modo, a evolução mais lenta da doença diminui a severidade do problema, reduzindo os riscos de prejuízos que podem chegar a 100% de perda da safra — diz ele.
