Estudantes do curso de jornalismo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) estarão viajando de Campo Grande para a fazenda Nhumirim, da Embrapa Pantanal, nesta quarta-feira, dia 19 de maio, para conhecer as pesquisas dessa unidade relacionadas à pecuária sustentável na planície.
Os alunos foram divididos em duas turmas e a segunda está agendada para a próxima semana. São acadêmicos da disciplina de comunicação rural e estarão acompanhados do professor Marcelo Cancio Soares.
No segundo semestre, essa mesma ação será realizada com estudantes do curso de jornalismo da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), de Cuiabá, com alunos da disciplina Jornalismo em Revista, acompanhados do professor José da Costa Marques Filho. O apoio logístico será da Acrimat (Associação de Criadores de Mato Grosso).
Os estudantes que vão visitar a fazenda responderam a um questionário, antes deste contato, para que fosse verificado o nível de conhecimento e de interesse dos futuros jornalistas pelo assunto. Após a visita, outra pesquisa será aplicada para avaliar o impacto da ação.
A parceria entre a Embrapa Pantanal e os cursos de jornalismo da UFMS e UFMT acontecerá até 2012, quando termina o projeto “Construção da Imagem da Pecuária Sustentável do Pantanal”, uma iniciativa da Área de Comunicação e Negócios da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O projeto tem a finalidade de divulgar o modelo de pecuária praticada no Pantanal para veículos de comunicação de massa, especialmente da região Sudeste do País, onde ficam as redações de veículos de circulação nacional.
Levar informações a futuros jornalistas nos Estados onde fica o Pantanal é outra ação prevista na proposta. A ideia é que a Embrapa possa contribuir com a formação destes profissionais que potencialmente vão atuar na mídia dos dois Estados.
Os estudantes vão produzir matérias sobre a pecuária sustentável a partir da visita à fazenda. Os textos serão divulgados no site da Embrapa Pantanal.
Pastos Nativos
A pecuária tradicional é praticada no Pantanal há 270 anos e o bioma é o mais conservado do país. “O Pantanal deveria servir de exemplo para outros biomas e até para outras regiões do mundo. O que outros países estão fazendo para garantir a conservação da vegetação nativa de seus biomas? Há poucas informações neste sentido”, questiona o chefe geral da Embrapa Pantanal, José Aníbal Comastri Filho.
O modelo de pecuária tradicional praticada no Pantanal é muito próximo da sustentabilidade, especialmente se comparado aos sistemas produtivos praticados na maioria das regiões brasileiras. O gado se alimenta das pastagens nativas, em baixa lotação, dessa forma, a vegetação das cordilheiras pode ser conservada. Além disso, entrada de insumos externos é pequena.
A pesquisadora Raquel Soares Juliano, responsável pelas ações de transferência de tecnologia do projeto, reforça a importância dos profissionais que atuam na planície pantaneira conhecerem o trabalho da Embrapa Pantanal no emprego de alternativas tecnológicas que visam valorizar a pecuária que conserva a biodiversidade, respeita o ambiente e melhora as condições socioeconômicas dessa região.
Também são parceiros do projeto a ABPO (Associação Brasileira de Pecuária Orgânica), a Fundação Barbosa Rodrigues, e a WCS (Wildlife Conservation Society), além de oito Unidades da Embrapa que realizam pesquisas relacionadas à pecuária. A ACS (Área de Comunicação Social) da Embrapa em Brasília também acompanha a divulgação.