O geoprocessamento é uma ferramenta muito importante para os órgãos de defesa sanitária dos Estados e para alguns pecuaristas. Com ele, é possível fazer o mapeamento de áreas rurais e localizar fazendas e propriedades. O objetivo é identificar onde um foco de doença começou e tomar medidas para impedir que ela se espalhe para fazendas ou cidades vizinhas. Para fazer o geoprocessamento basta um GPS e um programa de manipulação de dados que são baixados da internet, como o trackmake ou o terraview.
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— No momento do aparecimento de uma enfermidade, seja ela infecciosa ou não, de notificação obrigatória aos órgãos internacionais, o órgão de defesa entra em ação para que a gente contenha a difusão desta doença. O nosso papel é impedir a transmissão de uma doença para mais propriedades e esse combate à difusão é mais eficiente através do conhecimento da região. A gente consegue confeccionar mapas e eles são feitos de uma maneira mais precisa através do uso do GPS e da manipulação do programa trackmake. Através dos mapas, a gente conhece a região e pode traçar alguma estratégia e impedir o trânsito de animais doentes e de produtos de origem animal doentes — explica o veterinário João Eduardo Pires, inspetor agropecuário da Adapec (Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Tocantins).
Geralmente são os órgãos de defesa sanitária dos Estados que possuem estas ferramentas, mas pecuaristas, principalmente os grandes produtores, também podem se utilizar do geoprocessamento para se prevenirem em caso de propagação de uma doença ou para uso mais banal na fazenda como a delimitação de áreas para as atividades agropecuárias e maior conhecimento da região. Um GPS custa entre R$ 500 e R$ 1 mil e os programas de manipulação de informação, como o terravieew ou o trackmake, são obtidos através de downloads da internet.
— O que eu queria dizer é que o produtor, na suspeita de qualquer enfermidade, procure o órgão de defesa sanitária para que seja esclarecida a doença e ela seja combatida de uma forma eficiente, já que é um serviço disponível para o produtor e que ele não tem custo nenhum com isso. Isto contribui para a agência de defesa agir de uma maneira mais eficiente — informa João Eduardo Pires.
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