Geotecnologias para mapeamento da cafeicultura em MG

Projeto de caracterização disponibiliza dados para auxiliar o manejo do café

Nivea Schunk
Manejo

O projeto de caracterização do ambiente cafeeiro desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) prevê a utilização de cartografia automática, sistema de informação geográfica e imagem de satélite para mapear a cultura no sul de Minas Gerais, Matas de Minas e Alto Paranaíba.

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Por meio do cruzamento de banco de dados associados e importantes parâmetros de relevo, como altitude, declive e posição da vertente, o trabalho prima pela qualidade de bebida e evolução do parque cafeeiro da região desde 2000.

De acordo com a pesquisadora Tatiana Grossi Chquiloff Vieira, o estudo utiliza imagens de satélite, radar (SRTM) e um modelo de georeferenciamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

— Minas Gerais abriga 51% do café plantado no Brasil. Nós temos trabalhado com a região de Manhuaçu, São Sebastião do Paraíso, Três Pontas, Machado e Patrocínio. As observações sobre o uso da terra para saber qual a porcentagem de área plantada são acompanhadas de associações com o clima — explica ela.

As informações podem ser visualizadas pelos cafeicultores através do site da Epamig, além de informes agropecuários, boletins técnicos e dias de campo. Tatiana informa ainda que as cooperativas da região têm solicitado a presença da equipe de pesquisa. Os resultados das observações elevam a qualidade da produção e indicam locais propícios a infestações de doenças.