A Comissão de Biossegurança (CIBIO), vinculada à Comissão de Pesquisa (CPq) da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ) foi instituída em 1996. Como propósito principal, a CIBio orienta e capacita profissionais envolvidos na Escola com pesquisas que utilizam organismos geneticamente modificados (OGMs) ou transgênicos. Segundo Mateus Mondin, professor do Departamento de Genética (LGN) e presidente da CIBio, a ESALQ possui atualmente cerca de 25 laboratórios que trabalham com OGMs. “Esse número é aproximado pois temos laboratórios que encerraram esses estudos e outros passaram a empregar esses materiais. Por isso é necessário realizarmos um censo para identificar cada laboratório afim de capacitá-los e orientá-los”.
O ponto de partida dessa recontagem passou pela gestão de documentos da CIBio que, em quase duas décadas já reuniu mais de 1.100 páginas em documentos. Há cerca de dois meses, essa documentação foi organizada em prol de facilitar não somente o cotidiano da equipe da CIBio como também da prestação de contas com a Comissão Técnica Nacional em Biossegurança (CTNBio), órgão que centraliza a organização e monitoramento das pesquisas com OGMs. “Era necessário realocar essa papelada que estava um tanto quanto dispersa em forma de processos temáticos e de ordem cronológica”, conta Claudinei Aparecido Rodrigues, secretário da CIBio. Em dois meses de trabalho, Rodrigues reagrupou documentos que agora facilitam o acesso dos membros da CIBio e agilizam qualquer inspeção da CTNBio. “Os processos foram disponibilizados em ordem cronológica e por temas”. Segundo o secretário, na sequência foram arquivados separadamente os registros sobre a designação da Comissão, relatórios anuais de atividades e documentos referentes à legislação federal, onde constam os Certificados de Qualidade em Biossegurança (CQB), documento que autoriza os laboratórios de pesquisa a atuarem com OGMs. Também contribuíram com a gestão de documentos da CIBio Ana Rita Aleoni e Miriam de Nigris Lourenço de Oliveira Furlan.
Com a documentação organizada, Mateus Mondin conta que os próximo passo, além de finalizar o censo de laboratórios credenciados na CTNBio, será desenvolver um material de apoio aos profissionais e pesquisadores envolvidos nesses laboratórios para que as leis de biossegurança sejam seguidas. “Nós fizemos uma visita a um laboratório de estrutura concentrada da Fundecitrus, que é referência na aplicação de normas de biossegurança e está sendo programada uma outra visita a um laboratório de grande escala, possivelmente na Syngenta, com intenção também de acompanhar o processo de gestão de pesquisa com OGMs. A partir disso, será disponibilizado no site da CPq um material multimídia com informações básicas, orientações práticas incluindo apresentações de slides, vídeos e fotografias”, relata Mondin.
A CIBIO realizará em outubro o treinamento dos técnicos, alunos e professores com palestras ministradas por consultores externos. “Este ano faremos um treinamento envolvendo todo mundo, mas a proposta é que para o ano que vem sejam promovidos treinamentos específicos”, finaliza o presidente da CIBIO. Saiba mais sobre o trabalho da CIBIO em www.esalq.usp.br/biosseguranca.