Governo e Embrapa Acre promovem capacitação em cafeicultura

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Termina hoje, o curso de atualização tecnológica na cultura do café, realizado desde 14 de dezembro, pela Embrapa Acre e Governo do Estado.  O evento, voltado para técnicos da Secretaria de Agricultura e Pecuária do Acre (Seap) e extensionistas da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), tem o objetivo de contribuir com novos conhecimentos para incremento da cafeicultura em algumas regiões do Acre. 

Além de aspectos teóricos, os participantes vão à campo para acompanhar práticas sobre plantio, produção de mudas, manejo, colheita, pós-colheita e qualidade do café.  No último dia de atividades serão realizadas visitas técnicas à Associação Novo Ideal, no Ramal Granada (Acrelândia, AC) e à torrefadora de café, em Plácido de Castro, AC.

A atividade, financiada com recursos do Programa Mais Alimentos, do governo federal, visa fortalecer a assistência técnica prestada a cafeicultores familiares.  Os técnicos e extensionistas que participam da capacitação vão atuar como multiplicadores. “Eles vão levar para o homem do campo as técnicas abordadas nos encontros. É a integração da pesquisa com a extensão rural e isso é importante, principalmente, em culturas anuais, como o café, que demandam cuidado durante o ano todo para proporcionar retorno financeiro”, afirma a chefe de Transferência de Tecnologias da Embrapa Acre, Dorila Gonzaga.

Segundo o secretário estadual de Agricultura e Pecuária, Mauro Ribeiro, o Governo do Estado tem como uma das metas ampliar a cadeia produtiva do café. “Queremos atuar em três eixos: melhorar a qualidade do café produzido, revitalizar antigas áreas de plantio e, dessa forma, dobrar a área plantada já em 2012. E precisamos de parcerias como essa para alcançar todos os atores envolvidos na atividade”, disse.

Para Humberto Silva, técnico da Seaprof, a capacitação proporcionará o respaldo teórico e prático que os extensionistas precisam para repassar essas técnicas para os agricultores. “Nada melhor do que a técnica para aumentar a produção e a produtividade agrícola”, disse.

O curso é ministrado por profissionais do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), instituição, sediada em Vitória (ES), referência no desenvolvimento de tecnologias voltadas para café, da Embrapa Acre (Rio Branco, AC) e da Embrapa Rondônia (Porto Velho, RO), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Café na Amazônia

A cafeicultura é uma importante atividade agrícola para o Brasil e está entre as commodities mais negociadas do mercado, apesar da constante oscilação nos preços. Atualmente, os preços estão em alta, a saca do café conilon em Rio Branco está sendo comercializada por R$ 285,00 aproximadamente. Já a saca do café arábica pode chegar a R$ 500,00. Na região Norte, o estado de Rondônia é o maior produtor de café, com cerca de 156 mil hectares plantados em 2010, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Acre, a maior produção se concentra no município de Acrelândia, com cerca de 650 hectares plantados em 2010.

Para o analista da Embrapa Rondônia, Samuel Fernandes, a cultura do café é uma alternativa de renda para agricultores da região amazônica, onde predomina a agricultura familiar. “Recomenda-se o plantio em áreas pequenas, de até três hectares. Mas é fundamental realizar os tratos culturais de forma permanente. O agricultor precisa, praticamente, viver dentro da lavoura de café”, afirma. O pesquisador do Incaper, Antonio Carlos Verdin Filho também reforça a importância do manejo durante a condução dos plantios e destaca as potencialidades da cafeicultura no Estado. “Com a adoção de práticas adequadas, os produtores acrianos podem até dobrar a produção”, diz.