Governo e produtores discutem revitalização da cultura do coco

Encontro vai contar com representantes da Embrapa e será realizado nesta quinta-feira, em Piaçabuçu

Agricultura/AL
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A revitalização da cultura do coco em Alagoas e a criação de um programa para dinamização do setor, com apoio aos produtores, serão discutidos durante uma reunião nesta quinta-feira (24), no município de Piaçabuçu, a partir das 9h.

Devem participar do encontro representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Tabuleiros Costeiros, produtores do litoral Sul do Estado, entidades do segmento, poder público municipal e técnicos.

Na ocasião, técnicos da Embrapa Tabuleiros Costeiros, sediada em Aracaju (SE), irão fazer uma apresentação sobre um projeto chamado “Rede de Transferência de Tecnologias para Revitalização das Áreas Cultivadas com Coqueiros nos Tabuleiros Costeiros e Baixada Litorânea do Nordeste”.

Segundo o chefe geral da Embrapa, Edson Diogo Tavares, entre os objetivos do projeto está a realização de treinamentos para técnicos e produtores ligados à cadeia produtiva. “Esses treinamentos irão disponibilizar informações técnicas, tendo em vista que existe uma carência para isso, principalmente em relação aos pequenos produtores, que se dedicam à cultura do coqueiro da variedade gigante”, frisou.

De acordo com o secretário de Estado Adjunto da Agricultura, José Marinho Júnior, em Alagoas, a maioria dos produtores de coco são agricultores familiares e precisam do apoio do governo e de instituições de pesquisas para revitalizar a cultura, que é tão importante para o Estado. “Na Secretaria de Agricultura temos a determinação do governador Teotonio Vilela de apoiar esse segmento, por isso, estamos em busca de parcerias”, disse.

Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Coco de Alagoas (Prococo), Eurido Uchôa, os produtores do litoral alagoano sofrem com pragas e doenças que atingem os coqueirais, baixa produtividade e falta de linhas de financiamento. Ele também cobra mais assistência técnica.

Ainda de acordo com ele, o uso de irrigação e fertilizantes custa caro e, sem apoio das entidades financeiras, é difícil revitalizar o setor. Pelos dados da Prococo, Alagoas tem hoje 5.300 produtores e 12,5 mil hectares plantados com coqueiros. São realizadas seis colheitas ao ano e cada árvore produz uma média de 4,5 unidades por colheita. (Diego Barros)