Para manter a qualidade e reduzir as perdas no processo de armazenagem de silagens, a linha de pesquisa do professor Clóves Cabreira Jobim, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), prevê o uso de grãos úmidos como alternativa para a produção da ração animal. Atualmente, o foco é aumentar o valor nutricional dos alimentos produzidos através de grãos de soja, de girassol ou mesmo de ureia na ensilagem do milho.
Acompanhando a pesquisa desde 1993, o professor explica que a metodologia utilizada segue métodos tradicionais de conservação da forragem, seja da planta inteira, do milho, do sorgo ou outros capins ensilados. A novidade é a inserção da soja e outros triturados, e também de inoculantes microbianos, no processamento dos grãos secos. Os testes para avaliação do valor alimentício da silagem têm sido feitos com cordeiros destinados ao corte.
Clóves Jobim comenta que um grão seco, para produzir a ração animal, é colhido com 18% de umidade. Para ser conservado, precisa ser secado até chegar a valores de 11% a 13%. Já os grãos da soja, por exemplo, são retirados da lavoura com cerca de 35% de umidade e só irão se conservar pela armazenagem anaeróbia, na qual serão fermentados e terão o PH reduzido.
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Para a produção da ração animal, o grão seco é colhido com 18% de umidade |
Os resultados obtidos mostram que, com o uso de materiais úmidos, a conservação das silagens ultrapassa o período de um ano. E isso com custos de produção bastante inferiores.
— O maior desafio que estamos visualizando seria validarmos a tecnologia em termos de propriedades. Ou seja, as propriedades têm logísticas diferentes especialmente em relação à armazenagem dos grãos de milho. O que queremos é mostrar aos produtores que é viável usar essa tecnologia da ensilagem dos grãos misturados com custo bastante inferior em relação ao que ele teria se adquirisse concentrados comerciais, mesmo farelo de soja ou outros produtos para aumentar o nível protéico da ração formulada na propriedade – aponta o responsável pela linha de pesquisa.
